Pandemia provoca um “baby boom” de elefantes no Quénia

Desde o início da pandemia, em março, pelo menos 140 elefantes nasceram no Parque Nacional Amboseli, no Quénia.

Green Savers

Segundo Winnie Kiiru, um dos dirigentes da Elephant Protection Initiative Foundation, organização pan-africana empenhada na luta contra a caça de elefantes em 21 países do continente, existem dois grandes factores que têm favorecido o aumento do número de nascimentos: a ausência de turistas e as chuvas abundantes.

De facto, nos últimos anos, a região do Quénia registou índices de chuva bastante elevados. Isso fez com que a vegetação, tão maltratada por secas em períodos anteriores, crescesse o suficiente para permitir que os animais se alimentassem de forma nutritiva. Sendo assim, menos exemplares da espécie morreram devido à fome ou à desidratação.

Além disso, o governo queniano tem apostado na luta contra a caça, com multas cada vez mais caras e penas mais longas na cadeia. As medidas têm reduzido o número de animais caçados: em 2018 foram 80, passando para 34 em 2019 e apenas sete em 2020. Recorde-se que entre 2007 e 2014, houve uma diminuição de 33% na população de elefantes no continente africano.

Nas últimas três décadas, a população de elefantes no Quénia está em rota de crescimento. Em 1989, o número total de animais no país era estimado em 16 mil. No ano passado, o número mais do que dobrou e subiu para 34,8 mil.

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