Brasil inaugura Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazónia

O Brasil inaugurou hoje o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazónia para promover a colaboração entre os nove países amazónicos a enfrentar crimes ambientais, tráfico de drogas, armas e pessoas.

Green Savers com Lusa

O Brasil inaugurou hoje o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazónia para promover a colaboração entre os nove países amazónicos a enfrentar crimes ambientais, tráfico de drogas, armas e pessoas.

O investimento de 5,77 milhões de euros foi feito através do Fundo da Amazónia, cujos principais financiadores são a Noruega (maior financiador), Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia, Dinamarca e Suíça

A estrutura funciona como núcleo de investigação e cooperação policial e pretende fortalecer a presença do Estado na prevenção, “repressão, inteligência policial e investigação de crimes na região amazónica”, indicou o Governo brasileiro em comunicado.

“Esta inauguração do CCPI é um divisor de águas no combate ao crime organizado e na proteção da floresta. O centro funciona de forma permanente, integrando esforços nacionais e internacionais” frisou, em comunicado, o delegado federal e diretor da Amazónia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire.

Presente na cerimónia, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, frisou que “o crime ocupa os lugares que o Estado não preenche”.

“A nossa missão é restituir a força da lei pela presença estatal”, sublinhou, discursando ao lado do Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e de outras autoridades estrangeiras.

O Presidente do Brasil disse ainda que os países amazónicos não podem “permitir que os moradores das periferias, os povos indígenas e as comunidades ribeirinhas tenham as suas vidas marcadas pela violência enquanto os endinheirados ficam impunes”.

Numa clara referência ao envio de navios militares ordenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para o mar do Caribe, o chefe de Estado brasileiro afirmou: “não precisamos de intervenções estrangeiras, nem de ameaças à nossa soberania”.

“Somos perfeitamente capazes de ser protagonistas das nossas próprias soluções”, disse.

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