Associação ambiental contesta abates e podas no Parque Natural Sintra-Cascais

O Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra (GAAS) solicitou uma reunião urgente a várias entidades públicas para esclarecer os critérios adotados em recentes abates e podas de árvores no Parque Natural de Sintra-Cascais.

Green Savers com Lusa

O Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra (GAAS) solicitou uma reunião urgente a várias entidades públicas para esclarecer os critérios adotados em recentes abates e podas de árvores no Parque Natural de Sintra-Cascais.

Em causa estão intervenções realizadas em várias vias e zonas do Parque Natural Sintra-Cascais, incluindo a Estrada Nacional 9 (EN9), a Estrada Nacional 247 (EN247) e caminhos florestais, justificadas como ações de defesa de pessoas e bens e de combate a espécies invasoras, segundo explica o GAAS num comunicado.

“Este tipo de intervenção desconsidera a árvore como um bem a preservar, essencial no controlo de carbono e poluição, garantindo bem-estar humano. E assenta, pelo contrário, na ideia peregrina e no pressuposto da árvore ser um mero problema, causadora de lixo, que cai, arde e empecilha”, sublinha a associação ambientalista.

Nesse sentido, o GAAS solicita uma “reunião urgente com a Infraestruturas de Portugal (IP), com a Câmara Municipal de Sintra, com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com o Parques de Sintra- Monte da Lua e com o responsável pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR.

“À desadequação legal alia-se a um grave ataque ao valor paisagístico e ambiental de Sintra na medida em que se destruíram árvores de grande porte de alto valor patrimonial difícil de compensar nas próximas décadas, pois 20 árvores jovens com baixa taxa de sobrevivência não têm a mesma capacidade de captação de CO2, nem têm a capacidade de manter ninhos e pequenos habitats que cada uma das árvores abatidas ou decepadas tinham”, alerta a associação.

O GAAS defende ainda a revisão da política florestal e ambiental e a divulgação prévia de intervenções consideradas drásticas, salvo situações de emergência devidamente fundamentadas.

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