O Impact Center for Climate Change (ICCC) da Fidelidade realizou hoje o seu encontro anual no Técnico Innovation Center, powered by Fidelidade, tendo tido como um dos principais destaques a apresentação do estudo que vai analisar o risco de incêndios florestais em Portugal, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, o evento reuniu especialistas nacionais e internacionais em ação climática para partilha de conhecimento, resultados e perspetivas sobre os impactos das alterações climáticas e estratégias de mitigação e adaptação.
Na sessão de abertura, Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, reforçou o compromisso da seguradora com a proteção das pessoas, das comunidades e do território. O responsável fez ainda o balanço do primeiro ano de atividade do ICCC, a participação na COP30 e o apoio à formação científica através das Bolsas de Investigação.
Na apresentação do roadmap para o novo ano, Rui Esteves, Diretor-Geral Técnico Não Vida e Vida Risco da Fidelidade e colíder do ICCC, e Tomé Pedroso, Assessor da Comissão Executiva e colíder do ICCC, destacaram o compromisso do ICCC no desenvolvimento de soluções de adaptação aos riscos climáticos, na partilha de conhecimento com a sociedade e na promoção de parcerias que acelerem a adaptação climática.
Um dos principais destaques do encontro foi a apresentação do estudo que vai analisar o risco de incêndios florestais em Portugal, conduzido por José Miguel Cardoso Pereira, Prof. Catedrático do Instituto Superior de Agronomia e por Domingos Xavier Viegas, Prof. Catedrático da Universidade de Coimbra.
O ‘Estudo do risco de incêndios florestais em Portugal’ parte do diagnóstico de que o mapeamento estrutural atualmente existente “não oferece uma medição abrangente do risco, por se focar sobretudo na perigosidade e por não integrar, de forma probabilística e prospetiva, cenários de clima, uso do solo e padrões de ignição, nem uma caracterização completa dos sistemas socioeconómicos expostos”.
O estudo pretende responder a estas lacunas através de uma abordagem integrada, em que o risco resulta de quatro componentes — perigosidade, exposição, vulnerabilidade e curvas de perda. Ao longo de 2 anos e meio, duas equipas trabalharão em paralelo, envolvendo 5 centros de investigação e mais de 20 cientistas, com o objetivo de produzir outputs de referência e de alta resolução (100m x 100m). Entre os benefícios esperados estão o apoio à gestão integrada do risco, ao ordenamento do território, à tomada de decisão informada e, no caso do setor segurador, melhorias em underwriting, tarifação e gestão de risco, contribuindo para a redução do protection gap.
Durante a apresentação, os coordenadores científicos José Miguel Cardoso Pereira e Domingos Xavier Viegas sublinharam a importância do desenvolvimento do estudo no contexto de um país altamente exposto a incêndios rurais e agravado pelas tendências climáticas futuras.
O evento integrou vários painéis de debate dedicados a temas decisivos para a ação climática, como a gestão do risco de incêndios, com enfoque no papel do conhecimento científico e da cooperação entre academia, entidades públicas e setor privado; a investigação científica apoiada pela Fidelidade, com a intervenção das bolseiras de mestrado que apresentaram os seus projetos nas áreas climáticas; a importância das comunidades locais, com contributos de Paulo Simões, Secretário Executivo da Comunicado Intermunicipal do Oeste e de Cláudia Pinto, Diretora na Câmara Municipal de Lisboa.
Durante o encontro, foi ainda apresentado o relatório internacional Safeguarding Home Insurance: Reducing exposure and vulnerability to extreme weather, por Maryam Golnaraghi, Diretora para as Alterações Climáticas e Ambiente da Geneva Association, sobre o impacto de eventos extremos na segurabilidade da habitação e recomendações para reduzir vulnerabilidade e exposição.
O encontro foi encerrado por Jorge Magalhães Correia, Chairman da Fidelidade, que sublinhou que a proteção do planeta é inseparável da missão da seguradora: “A nossa atividade existe para proteger pessoas. Num contexto de riscos climáticos crescentes, o nosso compromisso é contribuir ativamente para um futuro mais seguro, mais resiliente e mais sustentável.”









