Proliferação de algas motiva encontro internacional em Cabo Verde

A proliferação de algas na costa de Cabo Verde requer planos de gestão e motiva um encontro internacional, agendado para dias 24 e 25 de fevereiro, na capital, Praia, disse hoje à Lusa uma das promotoras.

Green Savers com Lusa

A proliferação de algas na costa de Cabo Verde requer planos de gestão e motiva um encontro internacional, agendado para dias 24 e 25 de fevereiro, na capital, Praia, disse hoje à Lusa uma das promotoras.

O desafio é semelhante ao que emerge noutros pontos do planeta, mas são necessárias soluções locais.

“Desenvolvemos alguns guias de gestão, mas todos os métodos têm de ser adaptados para Cabo Verde” e a discussão “vai ser extremamente importante”. “Esperamos pessoas de vários municípios e biólogos para encontrar soluções efetivas”, referiu Edita Magileviciute, bióloga marinha e presidente da Associação Cabo-Verdiana de Ecoturimo (Eco-CV), em declarações à Lusa.

No último ano, contabilizaram-se “mais de 150 toneladas de algas encalhadas” só na baía de Moia Moia, que, “em princípio, são consequência das mudanças climáticas”, arrastando-as desde as Caraíbas, descreveu à Lusa, a propósito de um projeto de utilização de algas como fertilizante agrícola.

“Procurando soluções para a parte social, resolvemos problemas ecológicos”, disse, como exemplo de iniciativas que estarão em debate, sobre o potencial de valorização deste recurso, acompanhado de “uma gestão saudável e sustentável”.

A subida de nível de mar e o aumento de nutrientes fazem com que as algas cresçam mais, desequilibrando ecossistemas em vários pontos do planeta.

Em Cabo Verde, há proliferação de algas marinhas, por exemplo, em zonas com plataformas de corais: “Se não recolhermos as algas e continuarem a decompor-se, afetam-nos diretamente”, disse Edita.

Argumentos que sustentam a necessidade de “desenvolver um plano de gestão de algas marinhas em Cabo Verde. Vamos organizar o ‘workshop’ internacional no final de fevereiro exatamente para o discutir”, na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde.

Entre outros, estarão também em análise exemplos de iniciativas nas Caraíbas, onde a população tem lidado com a proliferação de algas.

“Não queremos inventar a bicicleta, mas ajustar o conhecimento para Cabo Verde”, concluiu Edita Magileviciute.

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