A casa móvel e sustentável da DST (com vídeo e fotos)

Provavelmente, já ouviu falar da TTT (Torre Turística Transportável), um projecto de construção sustentável que resulta de uma parceria entre a DST e a Universidade do Minho e que foi uma das atracções portuguesas na recente Expo 2010 em Xangai, na China.

Em todo o caso, recordamos-lhe hoje esta fantástica inovação em português. A TTT é um projecto multifuncional que representa um novo conceito de habitabilidade que, através de sistemas solares activos e passivos, combina iluminação natural e potencial energético.

A sua natureza modular e os materiais utilizados – madeira e vidro – asseguram uma reutilização que respeita o ambiente e garante um impacto de construção reduzido. Mais que um projecto isolado, a TTT é um conceito abrangente que assenta num modelo adaptável, polivalente e industrial. Uma solução construtiva diferenciadora e sustentável que, como já dissemos, recorre à madeira enquanto material predominante – também a nível estrutural.

A torre possui três pisos, num total de nove metros de altura e 30 metros quadrados de área útil, para uma implantação de 10 metros quadrados. A DST diz que este conceito é ideal para turismo de natureza, sobretudo porque foi concebida para ser transportável, tem um reduzido impacto construtivo e insere-se bem em cenários naturais.

Há também a possibilidade de transformar esta torre numa estrutura horizontal, uma vez que é essa a sua posição de transporte. Esta característica permite a sobreposição de módulos, por camadas, originando soluções urbanas em altura e aumentando o seu espaço habitável, duplicando ou quadruplicando a área útil das soluções de propriedade horizontal.

Tendo em conta as características da TTT, duas questões se colocam: uma delas é o carácter “móvel” da TTT (sem nunca duvidar, no entanto, da sua eficiência energética, funcionalidade, sustentabilidade dos materiais ou potencial de auto-suficiência).

Outro do óbice poderá ser o preço. De acordo com o site do produto, uma torre com a configuração base pode custar perto de €100 mil (R$ 228 mil).

Como não há palavras que substituam, neste caso, a imagem, fiquem com um vídeo do interior da TTT (até é bem espaçoso).

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