A frequência de ciclones tropicais no Atlântico Norte está a aumentar



Os ciclones tropicais na parte Norte do Oceano Atlântico têm vindo a aumentar há 150 anos, revela o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Além da frequência destes fenómenos ser maior na atualidade, a força e o potencial de destruição dos que chegam a terra, são também.

Apesar dos registos históricos que já existiam, os cientistas quiseram confirmar através de um modelo climático se esta situação se confirmava. O aumento destas tempestades, no entanto, foi apenas detetado no Atlântico Norte – no resto do mundo esta tendência não se observou.

“As evidências apontam, como o registo histórico original, para aumentos de longo prazo na atividade de furacões no Atlântico Norte, mas para nenhuma mudança significativa na atividade global dos furacões”, explica Kerry Emanuel, autor do estudo, acrescentando que “Isto irá certamente mudar a interpretação dos efeitos do clima sobre os furacões”. Para o especialista, esta situação pode ter sido provocada pelos efeitos do aquecimento global, que não são uniformes em todo o mundo.

Durante a investigação, foi também detetada uma “seca” destes furacões, entre 1970 e 1980. A equipa considera que a justificação pode estar nos aerossóis de sulfato, que levaram à alteração do clima, esfriando o Atlântico Norte e impedindo a formação destes ciclones.

“A tendência geral nos últimos 150 anos foi do aumento da atividade das tempestades, interrompido por esta seca de furacões. E, neste ponto, estamos mais confiantes do porquê de haver uma seca de furacões do que do porquê de haver um aumento contínuo e de longo prazo na atividade, que iniciou no século 19. Isto ainda é um mistério e tem a ver com a questão de como o aquecimento global pode afetar futuros furacões no Atlântico”, refere Kerry Emanuel.



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