Espécies marinhas, florestais e animais concorrem para ameaçar a biodiversidade em terreno alheio. Globalização também é isto: um cocktail de espécies invasoras que se está a revelar impossível de deter.

Chegam por terra, ar e mar. Através do comércio internacional feito por via aérea e marítima e pelo tráfego constante de pessoas entre os diversos continentes, há espécies exóticas que se implantam em locais onde não são bem-vindas.

Sem predadores e de carácter invasivo, onde chegam contaminam, ameaçam outras espécies, comprometendo a biodiversidade e nalguns casos, os mais preocupantes, espalham doenças. Falamos de organismos marítimos como as macroalgas, de insectos como os mosquitos-tigre, portadores de doenças como o Dengue e o Zika.

Além da mobilidade, o que tem propiciado esta invasão hostil é o aquecimento global, que transformou mares como o Mediterrâneo em autênticos caldos tropicais, vulneráveis às invasões biológicas.

Citando o exemplo do arquipélago das Baleares, este artigo do jornal espanhol El Mundo revela com que rapidez as espécies invasoras vindas dos lugares mais recônditos do planeta estão a ocupar a Terra.

Foto: Miguel Acedo / flickr