A mobilidade a uma só cor

Por Brigitte Felber, BEO da Nespresso Portugal

A sustentabilidade exige cada vez mais de nós. Desde logo um maior compromisso com as suas múltiplas dimensões, com os seis R’s: Reciclar, Reduzir, Repensar, Recuperar, Reutilizar e Recusar. Alguns destes R’s parecem mais evidentes e mais fáceis de incorporar no dia a dia. A necessidade e urgência da reciclagem são sobejamente conhecidas, apesar de nem sempre ser posta em prática. Seja papel, plástico, vidro ou cápsulas de café Nespresso o comportamento é simples: separar e entregar.

Facilmente se entende que é preciso repensar comportamentos que permitam aos países atingir as metas a que nos propomos socialmente e numa dimensão global. Reduzir o consumo e a produção, para reduzir emissões e a pegada de carbono pela qual a humanidade é responsável. Recuperar e reutilizar numa perspetiva de que nem tudo pode ser descartável e de que é preciso cuidar e voltar a utilizar. O que nos deixa no último R, que acredito englobar um pouco de todos os outros. Recusar comportamentos que tenham um impacto negativo, que promovam o desperdício e que, em última análise, sejam prejudiciais ao ambiente e ao planeta. Em traços gerais, conseguimos fazer um resumo do que é expectável fazer-se para atingirmos o compromisso e as metas de sustentabilidade.

Na Nespresso assumimos um desafiante compromisso de ter todas as chávenas de café neutras em carbono até 2022. Como? Reduzindo os materiais; reciclando e incentivando à reciclagem das cápsulas; utilizando alumínio reciclado, mas especialmente repensando! E na prática, o que estamos a fazer de diferente, ou o que podemos fazer de diferente num mundo global e que exige uma mobilidade cada vez maior? A pandemia acelerou este conceito de mobilidade e de estarmos todos ligados a cada segundo. Mas acelerou também a perceção de que é preciso cuidar do planeta terra e de que a mobilidade tem de acompanhar esta urgência.

Há cada vez uma maior consciência por parte das organizações e empresas de que a exigência do consumo não pode sobrepor-se às metas de sustentabilidade e de que é preciso um compromisso com as alternativas que a mobilidade verde permite. Os veículos elétricos permitem uma poupança de emissão de CO2 face à motorização diesel e não emitem partículas de Nox durante a sua utilização. Como podem as empresas acompanhar este compromisso? As marcas automóveis e empresas de distribuição estão a fazer o seu trabalho e estão comprometidas com esta mudança de cor da mobilidade.

Na Nespresso, iniciámos um projeto piloto de entregas verdes em Lisboa, que agora replicamos no Porto e a pouco e pouco reduzimos as emissões nas entregas. Mas o que todos devemos repensar é em colorir de verde o nosso mapa. A pouco e pouco ter pensamentos e comportamentos a uma só cor: verde.



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