Arquitecto holandês diz que a resposta para a crise dos refugiados está numa ilha artificial no Mediterrâneo

O arquitecto holandês Theo Deutinger diz ter encontrado uma solução – acreditamos que temporária – para a crise de refugiados que existe actualmente na Europa, que passa pela construção de uma cidade artificial no Mar Mediterrâneo. De acordo com Deutinger, que chamou ao plano “Europa em África”, uma ilha artificial construída entre a Tunísia e Itália seria habitada unicamente por refugiados em trânsito para a Europa e ganharia estatuto de cidade-estado – tal como São Marino ou o Mónaco.

O responsável acredita que a União Europeia poderia “arrendar” este espaço por 99 anos, sendo que cada cidadão desta cidade-estado, após aqui viverem durante cinco anos, poderia pedir passaporte para seguir para a Europa.

Na verdade, esta ideia pode ter como pano de fundo uma acção publicitária de um arquitecto a tentar chamar atenção para o seu trabalho, mas existem aspectos bem delineados do projecto, que tem previsto a construção de uma universidade, estádio de futebol e formação de uma constituição própria, sistemas sociais e económicos e governo local.

Nos primeiros 25 anos, seria a União Europeia a pagar pelo espaço, até que ele conseguisse ser autossuficiente. “Há dois anos que estamos a trabalhar nesta ideia, como resposta ao número cada vez maior de pessoas que se afogam no Mar Mediterrâneo e a total ignorância [deste facto] por parte da União Europeia”, explicou Deutinger ao Mail Online.

“Pensámos num plano para cidade em terra, mas percebemos que até o país mais hospedeiro apenas dá permissões temporárias de estadia aos refugiados. Eles não podem construir uma estrutura de longo prazo, uma vez que estes países têm medo disso”, explicou arquitecto.

Caso a ideia seja aceite, seria possível construir a cidade artificial em dois anos e começar a movimentar cidadãos para a ilha em três. A ideia será aceitar 150.000 refugiados na ilha artificial, ainda que não exista um número máximo estimado. “Ninguém seria recusado por motivos relacionados com a dimensão da ilha, mas sim pela falta de emprego que poderá existir”, concluiu o responsável.

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