As alterações climáticas estão a mudar a produção de vinho

As alterações climáticas estão a incentivar mudanças nas produções agrícolas em todo o mundo, e a realidade na produção vinícola não é diferente. Com o aumento das temperaturas e instabilidade nos períodos de precipitação, o desenvolvimento da videira e do fruto estão a ser afetados.

Segundo o relatório da Wines & Vines, a radiação, a humidade e as temperaturas diurnas, são fatores que têm prejudicado o “amadurecimento dos frutos”, “o aroma, o sabor e os compostos fenólicos”.

Para conseguirem acompanhar estas mudanças e manter a sua produção sem prejudicar a qualidade do vinho, os profissionais estão a começar a plantar outras uvas que aguentam melhor o calor sem amadurecer rapidamente.

Segundo a Decanter, em 2019 a Assembleia Geral de Vinicultores de Bordeaux e Bordeaux Supérieur AOCs votou para que fossem introduzidas 7 novas castas de uvas nas suas produções. São elas, a Touriga Nacional, a Maserlan, a Castets, a Arinarnoa, Alvarinho, Petit Manseng e Liliorila. No entanto, “as novas uvas vão constituir apenas 10% da combinação final, e compor apenas 5% da área vinícola”, explica a revista.

Para um setor que prima pela tradição, esta ação demonstra os riscos atuais que os produtores enfrentam. Jane Anson, correspondente da Bordeaux, afirma “Eu esperava que a burocracia de Bordeaux fosse mais lenta, mas claramente os Órgãos de Governo veem a importância de dar aos vinicultores a flexibilidade e agilidade para reagir.”

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