As cidades europeias que correm mais riscos de inundações (com MAPA)

Braga, Grande Porto, Grande Lisboa, Setúbal e Faro são algumas das áreas metropolitanas portuguesa com taxas de impermeabilização de solo entre os 50 e 74%, de acordo com um relatório da Comissão Europeia sobre a nova realidade das cheias no Velho Continente. E isso poderá ser um problema. É que o estudo diz que o aumento da ocorrência de cheias será um dos efeitos mais graves das alterações climáticas na Europa, ao longo das próximas décadas.

Algumas das condições que podem contribuir para as inundações urbanas estão em destaque no mapa Eye on Earth, da Agência Europeia do Ambiente (EEA).

Em épocas de chuvas fortes, as cidades podem facilmente ficar inundadas se a água não for rapidamente absorvida pelo solo e o sistema de escoamento não conseguir lidar com a quantidade de água existente. O Eye on Earth vem ajudar neste aspecto, mostrando a percentagem média de superfícies impermeáveis de cada cidade – zonas cimentadas ou com edifícios, onde o solo não permite absorção da água.

Veja o mapa.

O relatório divide as taxas de impermeabilização dos solos em quatro: entre 7 e 24%, entre 25 e 49%, entre 50 E 74% e, finalmente, entre 75 e 100%. Paris, Bucareste e Barcelona são algumas das cidades com mais de três quartos da sua área em superfície impermeável – o que significa que correm o risco de a água não dispersar devidamente quando há chuvas fortes. Na Península Ibérica, também a zona da Corunha tem uma taxa de impermeabilização entre os 75 e os 100%, um número claramente preocupante. Buzau e Salónica, na Roménia e Grécia, são as outras duas zonas europeias em perigo.

A impermeabilização do solo é, contudo, apenas um dos factores que contribui para o aumento do risco de inundação urbana. Em 2011, as chuvas extremamente fortes registadas em Copenhaga causaram cheias e danos na cidade quando os esgotos não conseguiram lidar com o enorme volume de água.

Uma grande quantidade de áreas artificiais também aumenta a temperatura nas cidades. Por sua vez, os espaços verdes podem ser úteis durante as ondas de calor, arrefecendo as áreas urbanas. Em algumas regiões da Europa, a quantidade e a duração das ondas de calor também devem aumentar, graças às alterações climáticas (visualmente representadas no mapa).

O Eye on Earth é uma plataforma de mapeamento online e rede de informação pública, criada pela EEA e alguns parceiros. Trata-se de um fórum que reúne fornecedores de dados oficiais, investigadores, empresas e sociedade civil, de modo a construir uma imagem cada vez mais precisa do nosso meio ambiente.

Espera-se que esta ferramenta sirva para ajudar na elaboração de estratégias e opções para o desenvolvimento sustentável e outros desafios globais.

A conferência First Eye on Earth User Conference, a acontecer em Dublin entre 4 e 6 de Março, servirá para inspirar novos públicos a participar e contribuir para esta rede, através do seu uso e aplicação de dados.

Os interessados ainda podem registar-se e assegurar lugar no evento.

Foto: Sob licença Creative Commons

Risco cidades europeias

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