As maiores cidades europeias estão cada vez mais vulneráveis a eventos extremos de seca

Estudo da WaterAid revela que quase 15% das cidades mais densamente povoadas do mundo têm experienciado aumento tanto dos fenómenos de seca e como de cheias. Madrid, Barcelona e Paris estão entre as cidades europeias com tendência de seca nos últimos 41 anos.

Redação

Novo estudo revela que as 100 cidades mais densamente povoadas do mundo estão cada vez mais vulneráveis a eventos extremos de secas e cheias, ameaçando a segurança e a sobrevivência de várias comunidades.

De acordo com a WaterAid, que produziu a análise em colaboração com investigadores das universidades britânicas de Cardiff e de Bristol, quase 15% das cidades estudadas tem experienciado uma intensificação tanto dos fenómenos de seca e como dos de cheias. Por outro lado, 20% tem visto uma mudança de um extremo para o outro, ou seja, cidades que antes eram habitualmente afetadas por cheias sofrem agora com secas, e vice-versa.

No sudeste asiático estão os centros urbanos que estão cada vez mais a registar cheias sem precedentes, ao passo que na Europa as cidades estão a sofrer mais e mais eventos de seca intensa. Tanto num caso como no outro, dizem os relatores, o acesso das pessoas a água limpa e a segurança hídrica estão a ser fortemente impactados.

Entre as cidades europeias mais afetadas por fenómenos de seca mais frequentes e duradouros estão Madrid, Barcelona, Londres, Paris, Berlim, Estocolmo, com todas elas a registar uma tendência de agravamento desses eventos desde 1982.

Revelando que quase 90% de todos os desastres climáticos são causados atualmente por excesso ou escassez de água, a WaterAid estima que eventos extremos de seca e de cheias aumentaram 400% nos últimos 50 anos.

Os autores do relatório avisam que, como as estimativas apontam para que até 2050 dois terços da população mundial estará a viver em cidades e com as previsões climáticas a antever eventos extremos mais intensos, “é urgente que os legisladores percebam as ameaças às infraestruturas e à sociedade” e que “façam muito mais” para assegurar um “acesso universal e equitativo” a serviços de água, saneamento e higiene de qualidade.

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