Biólogo português descobre identificação de osgas pela íris

Actualmente, a identificação individual pela utilização do padrão da íris só é utilizada em humanos. Contudo, segundo um artigo da revista Amphibia-Reptilia, é possível identificar osgas através do mesmo método, uma utilização pioneira em animais.

Esta descoberta foi feita por Ricardo Rocha, biólogo madeirense, aluno de doutoramento da Universidade de Lisboa e, actualmente, a trabalhar na Amazónia.

A foto-identificação é a prática mais recorrente na identificação de animais. Esta consiste em fotografar uma parte do seu corpo considerada diferente para, posteriormente, ser comparada.

Porém, nem todas as espécies possuem características que permitam diferenciá-las tão facilmente, como é o caso dos lagartos, grupo ao qual pertencem as osgas, identificadas pela criticada amputação de falanges, as quais diferem de acordo com o animal.

O referido artigo descreve o método inovador desenvolvido e o programa adoptado pelo biólogo português, fundado na utilização da íris para o reconhecimento. Segundo o teste realizado, 95% das osgas Tarentola, as utilizadas na experimentação, foram reconhecidas correctamente.

Crê-se que a identificação pela íris pode ser uma via de identificação de muitas outras espécies que, até hoje, se consideravam de impossível reconhecimento pelas fotografias. Assim, poder-se-á conhecer melhor a história natural das várias espécies e desenvolver estratégias de preservação das mesmas.

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