Black Mambas: a tropa de elite feminina no combate à caça ilegal

Na África do Sul, onde se encontra cerca de 80% da população mundial de rinocerontes, 1.028 foram caçados em 2017, o equivalente a quase três rinocerontes capturados todos os dias, de acordo com estatísticas oficiais do Departamento de Assuntos Ambientais sul-africano. Agora, os números têm vindo a descer e isso deve-se em parte às Black Mambas, uma unidade anti-caça furtiva essencialmente feminina, sediada na Reserva Natural Balule, no Parque Nacional Greater Kruger, da África do Sul. O lema desta unidade de elite é: se não pararmos os caçadores, quem o fará?

“Quero proteger a natureza e garantir que meus filhos e as gerações futuras possam ver rinocerontes e toda a vida selvagem na vida real, não apenas em imagens nos livros”, diz Collet Ngobeni, 33 anos, membro das Black Mambas, citada pela imprensa internacional. Ao contrário da maioria das unidades de combate à caça furtiva, é composta exclusivamente por mulheres.

Esta unidade passa grande parte do dia a caminhar no campo. Procuram caçadores ilegais, removem armadilhas destinadas a capturar animais selvagens e recolhem informações. Atravessar as planícies da reserva durante oito horas por dia, sob calor intenso, é uma tarefa árdua. E os caçadores não são a única ameaça: também há elefantes, búfalos e leões.

“O maior desafio é treinar e trabalhar no mato com animais perigosos”, diz Ngobeni. “Mas o que mais gosto no meu trabalho é estar na natureza e ver animais”, conta.

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