Bruxelas atribui Denominação de Origem Protegida a “cebola da Madeira”



A Comissão Europeia incluiu ontem a “cebola da Madeira” na categoria Denominação de Origem Protegida, destacando as práticas tradicionais da produção nas ilhas da Madeira e do Porto Santo e o aroma próprio do bolbo.

Em comunicado, o executivo comunitário destaca o aroma “característico e adocicado, com ligeiras notas a enxofre ou a alho, vegetal e fresco ou terroso, sendo pouco pungente e persistente, mas com intensidade e complexidade médias a elevadas”.

Após cozedura, as cebolas da Madeira ficam mais suaves e com notas a fumo/grelhado ou a caramelo, mantendo a sua intensidade e complexidade.

A produção da cebola da Madeira, lê-se no comunicado, é fortemente dependente do trabalho dos agricultores madeirenses, dado que todas as operações, desde a preparação do “cebolinho”, a transplantação, a realização dos amanhos culturais até à colheita e, na maioria das explorações, também a sua preparação para colocação no mercado, são realizadas manualmente.

Na produção da cebola da Madeira destaca-se, sobretudo, a freguesia do Caniço (ilha da Madeira), que assegura a maior parte do abastecimento regional e onde anualmente, desde 1997, é realizada a “Festa da Cebola” para promover o produto tradicional e preservar o modo particular de produção.

Também na ilha do Porto Santo, recentemente reconhecida como Reserva da Biosfera da UNESCO, a cultura está abrangida pelo objetivo estratégico de salvaguardar, valorizar e otimizar os recursos agrícolas e culturais da ilha.





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