Câmara de Sintra promete indemnizar companhias de teatro afetadas por incêndio



O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, garantiu hoje que o município vai indemnizar as dez companhias de teatro que perderam os arquivos no incêndio que ocorreu, na terça-feira, num armazém em Mem Martins.

“A Câmara disponibiliza-se para dar uma indemnização a cada uma das companhias de teatro, em função das perdas que tiveram, para que não fiquem inviabilizadas de se manterem financeiramente, não fiquem inviabilizadas de darem os seus espetáculos e de continuarem a sua atividade”, disse à Lusa Basílio Horta.

Segundo o autarca, “a ideia é atribuir uma indemnização no valor total dos prejuízos que forem apurados”, sendo importante fazer um “trabalho consistente e transparente” no apuramento dos prejuízos de cada uma das companhias de teatro.

Basílio Horta falava à agência Lusa após uma reunião efetuada hoje de manhã com representantes das dez companhias de teatro afetadas pelo incêndio, mas que já tinham contrato com o município para se transferirem para o antigo edifício da Direção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI).

A transferência para o antigo edifício da DGCI tinha sido contratualizada devido ao interesse manifestado pela autarquia em utilizar o espaço onde se encontravam – e onde o ocorreu o incêndio na terça-feira -, para ali concentrar vários serviços municipais.

Segundo Paula Pedregal, da direção da Chão de Oliva, também afetada pelo fogo, o “apoio do município é fundamental” para as companhias de teatro que sofreram prejuízos “continuarem a atividade”.

“Precisamos desse apoio que a Câmara está disposta a dar. Temos de fazer relatórios sobre os prejuízos e apresentar valores até ao fim da próxima semana”, disse Paula Pedregal, salientando que entre os materiais perdidos há trabalhos de artistas plásticos para as cenografias e que “é difícil quantificar o valor da obra artística de um artista plástico”.

Quanto às novas instalações que as companhias de teatro vão utilizar, no antigo edifício da DGCI, Paula Pedregal defendeu a necessidade de se “adequar aquele espaço às necessidades, porque há escadas e pilares que dificultam a circulação com cenários”.

O incêndio que ocorreu na terça-feira num armazém na Rua Abel Manta, em Mem Martins, destruiu arquivos, figurinos, cenografias e arquivo documental de dez companhias de teatro do concelho de Sintra, no distrito de Lisboa.





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