Caranguejos, lagostas e polvos são animais com sensibilidade, indicam estudos



O novo relatório da Escola de Economia e Ciência Política de Londres (LSE) indica que os cefalópodes e os decápodes são seres com sensibilidade, pelo que sentem dor e angústia.

A análise teve como fundamento mais de 300 estudos científicos para chegar aos resultados, e avaliou ainda as implicações que as atuais práticas comerciais têm nestes animais. Segundo os especialistas, os animais das ordens Octopoda e Brachyura, como polvos e caranguejos, têm uma sensibilidade muito forte. No entanto, animais como as lulas, o choco, lagostins e camarões, também evidenciam essa sensibilidade.

A equipa recomenda assim que estes animais sejam incluídos nas leis de bem-estar animal do Reino Unido, bem como deixam algumas sugestões acerca do transporte e do abate dos mesmos, que passam por não permitir que pessoas não especializadas comprem os decápodes vivos, ou por não permitir a sua fervura enquanto vivos.

Nesse sentido, o governo do Reino Unido anunciou no dia 19 de novembro que a Lei do Bem-estar Animal passa a abranger também as lagostas, os polvos, os caranguejos, e todos os decápodes e cefalópodes, classificando-os como “animais sencientes”.

“Estou satisfeito ao ver o governo implementou uma recomendação central do relatório da minha equipa”, afirma Jonathan Birch, Professor do Centro de Filosofia de Ciências Naturais e Sociais da LSE. “A recomendação também ajudará a acabar com uma grande inconsistência: os polvos e outros cefalópodes foram protegidos pela ciência durante anos, mas até agora não receberam nenhuma proteção externa à ciência. Uma das maneiras com que o Reino Unido pode liderar no bem-estar animal é protegendo estes animais invertebrados que os humanos frequentemente desconsideram por completo.”



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