Cascais é o primeiro concelho com recolha dos resíduos orgânicos em todo o território



Cascais “volta a estar na linha da frente” ao abranger todo o seu território na Recolha de Biorresíduos, através dum sistema considerado “o melhor em termos de custo/ benefício para a recolha de restos de comida”, pelo ministro das Infraestruturas  João Galamba. “É o primeiro concelho a fazê-lo, antecipando a obrigatoriedade da recolha dos resíduos orgânicos, que irá entrar em vigor a partir de 31 de dezembro de 2023, no território português”, garante a autarquia em comunicado.

Segundo a mesma fonte, com a expansão de território que começou já em outubro, os munícipes de Cascais recebem em casa um contentor de 7 litros, um rolo de sacos verdes e informação sobre o que são os biorresíduos.

Os restos de comida, as sobras da preparação das refeições e os alimentos degradados passam a ser colocados no saco verde. Depois, basta fechar o saco e colocá-lo no mesmo contentor onde se coloca o lixo comum. Recolhidos pelos habituais camiões da Cascais Ambiente, os sacos são levados para a Tratolixo onde, através de um separador ótico, os biorresíduos são separados e reaproveitados para a produção de energia.

“A recolha em sacos óticos provou ser uma forma eficaz de separação e valorização dos restos de comida, com um baixo impacto financeiro nas operações de recolha,” afirma Luís Almeida Capão, presidente do Conselho de Administração da Cascais Ambiente, empresa responsável pela gestão de resíduos no concelho.

A Expansão da Recolha de Biorresíduos em Sacos Óticos insere-se numa estratégia de gestão dos resíduos urbanos em Cascais pensada para alcançar a meta de preparação para reutilização e reciclagem de 60% em 2030. Ao fluxo de biorresíduos recolhido em co-coleção, a Cascais Ambiente quer juntar em breve outros materiais como os têxteis e os têxteis sanitários.

Comparado com outros sistemas de recolha de restos de comida, a recolha em sacos óticos apresenta também uma “poupança significativa, tanto financeira quanto ambiental, já que este sistema mantém os circuitos de recolha dos resíduos indiferenciados, utilizando os mesmos camiões em circulação e os mesmos recursos humanos”. Sem contentores especiais, nem camiões dedicados para esta recolha, as emissões de Gases de Efeito Estufa “não crescem, não aumenta a contentorização na rua, nem as necessidades de lavagem, o que representa uma real poupança de água”, explica a autarquia.

Segundo a mesma fonte, o comportamento dos munícipes também muda com a adoção do novo sistema de recolha de biorresíduos: nas zonas já abrangidas pelo projeto verificou-se um aumento da taxa de reciclagem (incluindo papel, plástico, vidro e biorresíduos) que passou de 12 para 40%, o que demonstra que a separação de biorresíduos “ajuda os munícipes a construir uma maior consciência sobre os resíduos que produzem a adotar comportamentos mais amigos do ambiente”.

 



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