Cavalos marinhos da Ria Formosa com áreas de refúgio em Faro e Olhão

Os editais decretam “a suspensão temporária da circulação de todas as embarcações” em duas zonas “identificadas pelo Parque Natural da Ria Formosa como tendo grande intensidade de cavalos-marinhos”.

Em Olhão, está proibida a navegação no recovo a nascente do núcleo da Culatra. Em Faro, a restrição é referente a um esteiro situado na zona da Geada, a norte da Cabeça do Morgado. Quem não cumprir as restrições, que já estão em vigor com vista a proteger esta espécie, será autuado e as multas podem ir dos 400 aos 2500 euros.

A Ria Formosa tem a maior comunidade de cavalos-marinhos do mundo, sendo que estas espécies se encontram em vias de extinção por serem utilizadas, sobretudo na Ásia, para muitos e variados fins, como a gastronomia, amuletos e medicina alternativa.

Os cavalos-marinhos são peixes particularmente interessantes e peculiares. Entre as suas singularidades incluem-se a forma única do seu corpo: são os mais lentos de todos os peixes, pelo modo invulgar como nadam – na vertical, podendo demorar quatro minutos para nadar um metro  e a sua biologia reprodutiva, uma vez que é o macho que incuba os ovos.

Actualmente existem cerca de 35 espécies de cavalos marinhos, com uma extensa distribuição mundial. A maior parte destes animais são de porte pequeno, com as espécies maiores medindo um máximo de 36cm de comprimento e a espécie mais pequena, conhecida como o Cavalo Marinho Anão, medindo apenas quatro centímetros.

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