As autoridades moçambicanas vão restringir o fornecimento de água à cidade da Beira, província de Sofala, centro do país, uma vez que as chuvas afetaram a qualidade de água na captação, foi hoje anunciado.
Em comunicado, o Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos indica que a empresa Águas de Moçambique está a registar, no centro do país, chuvas intensas que estão a afetar a qualidade da água bruta, resultando no aumento de turvação na captação, obrigando à redução da captação de forma a garantir a potabilidade da água distribuída.
“Esta situação tem como impacto a redução de volumes de distribuição de cerca de 50.000 metros cúbicos por dia para aproximadamente 42.000 metros cúbicos por dia, criando restrições no abastecimento em alguns bairros da cidade da Beira bem como nos extremos da rede”, indica o comunicado.
A atual época de chuvas tem sido marcada por alertas, principalmente nas zonas do centro e do sul do país, com as autoridades a ativarem ações de antecipação às cheias e inundações.
Moçambique enfrenta, ciclicamente, cheias e ciclones tropicais durante a época das chuvas, além de períodos prolongados de seca severa, sendo, por isso, considerado um dos mais afetados pelas alterações climáticas globais.
Na época chuvosa 2024-2025, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1.255 e afetaram mais de 1,8 milhões, indicou o Presidente moçambicano, Daniel Chapo.
Já entre 2019 e 2023, os eventos extremos causaram pelo menos 1.016 mortos em Moçambique, afetando cerca de 4,9 milhões de pessoas, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística moçambicano.









