Como as alterações climáticas estão a ameaçar os coelhos

Não sabemos se a Climate Nexus publicou esta informação, propositadamente, na época Pascal, mas se não o fez não deixa de ser uma coincidência extraordinária. De acordo com a iniciativa, financiada pela Rockefeller Philantrophy Advisors, os coelhos tornaram-se nos mais recentes animais ameaçados, a curto prazo, pelas alterações climáticas.

Algumas espécies de coelhos, como as que vivem no México e em Florida Keys, só para citar dois exemplos norte-americanos, estão a sofrer com o aumento do nível dos oceanos, aumento das temperaturas e quebra na queda de neve.

Segundo a Climate Nexus, tanto a lebre-americana como o coelho pigmeu precisam da neve para se protegerem no Inverno, mas como cai cada vez menos neve nos seus habitats, tornam-se presas fáceis para os outros animais.

Ainda de acordo com esta iniciativa, o primeiro coelho a extinguir-se devido às alterações climáticas, nos Estados Unidos, será a lebre-assobiadora – ou ochotona – um pequeno primo do coelho tradicional.

As lebres-assobiadores vivem num cenário de baixas temperaturas, em zonas alpinas, e não conseguirão fugir às temperaturas mais elevadas, segundo a própria WWF (World Wildlife Fund).

Leia o mais recente estudo da Climate Nexus sobre as alterações climáticas.

Também na Austrália há espécies de coelhos em extinção. O bilby, um marsupial do tamanho do coelho, está gravemente ameaçado: já só restam 600 indivíduos.

Veja uma infografia da Climate Nexus sobre as cinco espécies de coelho em perigo de extinção na América do Norte (em inglês. clique na infografia para ler melhor).

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