Covid-19. Animais mais livres para acasalar com confinamento humano

Dois pandas em Ocean Park, um parque temático em Hong Kong, aproveitaram a calma resultante de não haver turistas a circular para fazerem aquilo que os seus tratadores esperavam há anos: acasalar. Uma eventual cria será uma novidade bem-vinda quando o parque situado em Hong Kong reabrir, em princípio daqui a alguns meses.

A inseminação artificial já tinha sido tentada, mas as gravidezes resultantes não chegaram ao fim. Entretanto, os animais, com 14 anos de idade, encontravam-se a meio da vida. “O acasalamento natural que se verificou hoje [6 de abril] é extremamente empolgante para nós, já que a probabilidade de a panda engravidar por acasalamento natural é maior do que por inseminação artificial”, disse Michael Boos, diretor executivo de operação e conservação zoológica, citado pelo The Cut.

Mas há mais espécies a beneficiar do lockdown imposto em todo o planeta devido à Covid-19. Investigadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, têm estado a avaliar a possibilidade de um aumento do acasalamento das focas devido à diminuição da circulação de navios de cruzeiro.

Segundo os cientistas, “as focas emitem os sons o mais alto que conseguem, mas com o aumento do ruído no oceano, os animais deixam de conseguir ouvi-lo tão bem”, pelo que se torna mais difícil aos machos encontrarem fêmeas com quem acasalar.

E estes não são os únicos casos. De acordo com Jean-Noël Rieffel, diretor regional do instituto francês de Biodiversidade, o sapo-comum e a salamandra-malhada, que “são frequentemente atropelados quando atravessam as ruas” têm agora caminho livre para acasalarem.

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