CSIRO instala sensores na Grande Barreira de Coral do Sul para monitorizar e prever escoamento de sedimentos



A agência nacional de ciência da Austrália, CSIRO, instalou sensores especializados em Darumbal Sea Country, na Grande Barreira de Coral do Sul, para ajudar a monitorizar e prever o escoamento de sedimentos, que tem impacto no ecossistema marinho do local classificado como Património Mundial pela UNESCO.

O recife é um dos sete locais de teste da missão AquaWatch Australia da CSIRO, que está a criar o primeiro “serviço meteorológico” do mundo para a qualidade da água, utilizando uma combinação de sensores especializados e dados de satélite.

Alex Held, líder da missão AquaWatch da CSIRO, afirma que o projeto tem potencial para apoiar decisões de planeamento na proteção de áreas do recife, que rende 5,2 mil milhões de dólares por ano e gera mais de 64 mil empregos a tempo inteiro.

“Estamos a testar os nossos sistemas para monitorizar o fluxo de sedimentos e carbono orgânico dissolvido – um indicador da troca de carbono entre a terra e o oceano – do rio Fitzroy para a baía de Keppel, em direção à região sul do recife”, explicou Held, citado em comunicado.

“Demasiados sedimentos podem ser um problema”

“Demasiados sedimentos podem ser um problema para as zonas costeiras que circundam a foz do rio, porque impedem que a luz solar chegue ao fundo do mar, restringindo o crescimento de plantas marinhas como as ervas marinhas”, sublinha o investigador, acrescentando que esta situação “afeta a disponibilidade de alimentos para a biodiversidade da zona, incluindo a colorida fauna marinha do recife”.

O carbono orgânico dissolvido bloqueia a luz de que o fitoplâncton no oceano necessita para a fotossíntese, um processo que remove o dióxido de carbono da atmosfera, tal como fazem as plantas.

“Também seremos capazes de identificar níveis mais elevados de clorofila na água, o que pode ser indicativo de uma potencial proliferação de algas nocivas. A proliferação de algas nocivas pode ser devastadora para os ecossistemas marinhos quando produzem toxinas que podem causar problemas de saúde e até matar peixes”, afirmou Alex Held.

Já Nagur Cherukuru, investigador sénior da CSIRO, disse que a modelação e a inteligência artificial (IA) seriam aplicadas ao conjunto combinado de dados de sensores e satélites para prever os fluxos de sedimentos – identificando, em última análise, certas áreas do rio onde podem ser feitas intervenções.

“A modelização e a IA integrarão não só os dados do sensor AquaWatch, mas também outros fatores, como as correntes oceânicas, a velocidade e a direção do vento e as condições das marés, para melhorar a precisão das previsões do AquaWatch”, sublinhou Cherukuru.

Segundo este investigador, “tal como ter um boletim meteorológico para orientação, a informação pode ser utilizada pelos gestores da água para informar as decisões de planeamento marinho e terrestre, tanto durante os padrões ambientais normais como em situações de inundação, quando grandes volumes de sedimentos podem ser arrastados para o mar.”

Embora, inicialmente, estes dados de teste só estejam disponíveis para parceiros de investigação e guardiões tradicionais, o objetivo a longo prazo do AquaWatch é fornecer monitorização e previsões nacionais da qualidade da água a todos os australianos através de uma aplicação ou da integração nos boletins meteorológicos atuais.





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