Dezenas de abutres ameaçados de extinção morrem envenenados no Botsuana

As autoridades e ambientalistas do Botsuana lançaram uma investigação, depois de ter sido descoberto que dezenas de abutres ameaçados de extinção tinham morrido por envenenamento, disse hoje um perito.

Segundo o responsável oficial pela vida selvagem do Botsuana, Motshereganyi Kootsositse, dezenas de esqueletos daquelas aves de rapina foram descobertos na semana passada na região de Makgadikgadi, no nordeste do país.

“A 22 de outubro, foram encontrados pelo menos 55 abutres de dorso brancas mortos, provavelmente por envenenamento”, afirmou à agência de notícias francesa AFP.

A morte de abutres por envenenamento não é invulgar no Botsuana.

“Encontramos frequentemente abutres mortos em todo o país”, sublinhou o responsável à AFP.

“A situação está a piorar, com o número de abutres a diminuir, em grande parte, devido ao envenenamento causado pelo uso indevido de produtos químicos agrícolas”, explicou.

Em junho do ano passado, foi descoberto um recorde de 537 esqueletos de abutre na Reserva de Chobe, no norte do Botsuana. Esses abutres tinham comido as carcaças de três elefantes mortos por caçadores furtivos.

Segundo Kootsositse, estudos demonstraram que o envenenamento e o comércio da medicina tradicional foram responsáveis por 90% das mortes de abutres em África.

O abutre de dorso branco, também conhecido como abutre africano, está na “lista vermelha” de espécies de aves ameaçadas de extinção, elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

Em setembro, o Governo do Botsuana, um país situado entre a Zâmbia, Namíbia e África do Sul, anunciou que centenas de elefantes encontrados misteriosamente mortos na região norte do Delta do Okavango tinham sucumbido devido a uma bactéria.

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