Em 2016 o dióxido de carbono na atmosfera atingiu um nível recorde

A dias da realização da próxima cimeira do clima, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) divulgou, como é hábito, um relatório em que faz o ponto da situação face aos índices de poluição do planeta. As suas conclusões não podiam ser mais preocupantes.

“Se não se reduzirem rapidamente as emissões de gases com efeito de estufa, nomeadamente de CO2, caminhamos para uma subida perigosa da temperatura até final do século, muito acima da fixada no Acordo de Paris sobre o clima”, avisou o secretário-geral da OMM, Peterri Taalas.

Segundo este relatório, a última vez que a Terra registou um teor de dióxido de carbono comparável com o de 2016 foi há 3 a 5 milhões de anos, quando a temperatura do planeta era 2º a 3º mais elevada e o nível do mar superior em 10 a 20 metros relativamente ao actual.

Baseando-se nas calotes de gelo para fazer a leitura das variações da presença de CO2 na atmosfera, os meteorologistas da OMM explicam a “subida em flecha” dos valores da concentração de CO2 com a conjugação das actividades humanas e um forte episódio do El Niño, que levou à subida da temperatura do Oceano Pacífico.

Para Peterri Taalas, “os números não mentem. As nossas missões continuam a ser muito elevadas e é preciso reverter a tendência. Dispomos já de diversas soluções para enfrentar este desafio. Só falta a vontade política”, sublinha.

Foto: via Creative Commons 

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