Energia limpa é ativo inigualável na transição energética do Brasil, diz governo

O vice-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil considerou hoje que a elevada percentagem de energia limpa no consumo energético nacional é um “ativo inigualável” para a transição energética do país lusófono.

Green Savers com Lusa

O vice-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil considerou hoje que a elevada percentagem de energia limpa no consumo energético nacional é um “ativo inigualável” para a transição energética do país lusófono.

“Quase 90% da eletricidade consumida no Brasil provém de energias limpas e o país tem mais de 10% do total de água fresca do mundo”, disse Luiz Fernandes na sua intervenção na Web Summit, que hoje termina em Lisboa, concluindo que isso são “ativos inigualáveis para a transição energética”.

Para o vice-ministro brasileiro, o país chegou tarde à revolução da Inteligência Artificial (IA), mas isso não traz só desvantagens, argumentou durante a sessão com o título “A vantagem da energia limpa no Brasil na era da Inteligência Artificial”.

“Chegámos tarde à revolução da IA, mas a vantagem é que podemos aprender com os erros dos países mais avançados na revolução da IA, por exemplo, levando em conta a questão energética, tomando atenção ao alto custo dos centros de dados e ao elevado consumo de energia”, afirmou, salientando que “o Brasil está a incorporar as questões das alterações climáticas e a incorporar energias renováveis”.

Na conversa, Luiz Fernandes salientou que o Governo brasileiro quer desenvolver um fundo global de investimento na bioeconomia e florestas, potenciando a liderança do país nas energias limpas.

“Queremos criar um fundo global para investir na bioeconomia e áreas de florestas para gerar retorno económico sem desflorestação e ter alternativas económicas viáveis com as florestas de pé”, disse Luiz Fernandes.

“Esperamos que no fim da COP[30 que decorre no Brasil] haja melhores condições para combater as alterações climáticas e ter alternativas verdes eficazes para o desenvolvimento global”, concluiu.

A Web Summit – cimeira tecnológica que arrancou em Portugal em 2016 e vai realizar-se na capital portuguesa pelo menos até 2028 -, começou na segunda-feira à noite e termina hoje.

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