Escutar as “canções” dos recifes de coral pode ajudar a protegê-los



Escutar a natureza, neste caso, as “canções” dos recifes de coral, pode ser uma maneira de os protegermos. Uma equipa de cientistas da Universidade de Exeter, no Reino Unido, desenvolveram um estudo no qual recorrem à Inteligência Artificial (IA) para ouvir os sons destes ecossistemas e associá-los ao seu estado de saúde.

O grupo treinou um algoritmo de computador através de várias gravações de recifes de coral que se encontram saudáveis ​​e degradados, ensinando à máquina a diferença entre os sons de cada um. Foram recolhidas 262 amostras de um minuto no Arquipélago Spermonde, na Indonésia.

“Gravadores de som e IA podem ser usados ​​em todo o mundo para monitorizar a saúde dos recifes e descobrir se as tentativas de protegê-los e restaurá-los estão a funcionar”, explica Tim Lamont, um dos investigadores, que pertence à Universidade de Lancaster. “Em muitos casos, é mais fácil e barato implantar um hidrofone subaquático num recife e deixá-lo lá do que ter mergulhadores experientes a visitar o recife repetidamente para investigar – especialmente em locais remotos”, aponta.

A avaliação parece promissora, já que, como demonstram no documento, o computador acertou em 92% das vezes se os corais estavam ou não saudáveis.

“As nossas descobertas mostram que um computador pode captar padrões que são indetectáveis ​​ao ouvido humano. Ele pode dizer-nos com mais rapidez e precisão o desempenho do recife”, afirma Ben Williams, autor principal do estudo. Os recifes de coral estão a enfrentar várias ameaças, incluindo as alterações climáticas, por isso monitorizar a sua saúde e o sucesso dos projetos de conservação é vital”.





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