As laminarias – algas castanhas que geralmente possuem grandes secções achatadas com um aspecto de lâminas – são essenciais para o ecossistema marinho costeiro e estão ameaçadas pelas alterações climáticas, pela exploração comercial e pela poluição, pelo que é prioritário que o seu futuro esteja assegurado no banco de sementes “El Bocal”, do Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO), em Santander, Espanha.

Actualmente, o banco tem 43 linhagens de duas espécies de laminarias que são resistentes a altas temperaturas da água do mar. Característica muito importante no contexto das alterações climáticas.

Para Cesar Peteiro, investigador do IEO, “é necessário garantir a conservação e o cultivo destes vegetais marinhos a partir de banco de sementes”, uma vez que a próxima revolução agrícola terá lugar no mar e as laminarias serão fonte de alimentos, medicamentos e energia, avança a EFE Verde.

Entre outras funções, as laminarias são habitat e refúgio de espécies marinhas, actuam como sumidouros de CO2, ajudando assim a mitigar o aquecimento global e a acidificação dos oceanos. Fora do ambiente marinho são usadas em várias indústrias, nomeadamente pela têxtil, farmacêutica, cosmética, gastronómica, alimentar e ainda no sector da energia como biocombustível.

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