exemplos incríveis de longevidade

Olhamos para um réptil e não é difícil imaginarmos que vem de uma linhagem muito antiga, mas o que dizer de uma delicada zebra, ou de um panda vermelho? Algumas espécies enganam, mas é tudo uma questão de aparências.

Há quem chame aos répteis fósseis vivos, pois muitos povoavam a Terra desde o tempo dos dinossáurios. O aspecto de muitos, de facto lembra essas criaturas, mais parecendo suas miniaturas. Mas a verdade é que há mamíferos, árvores e aves, animais nossos contemporâneos que têm raízes extraordinariamente antigas. É o caso dos exemplos que apresentamos em seguida:

Veado com a cauda branca – 3,5 milhões de anos

Trata-se da espécie mais antiga de veado que existe nos nossos dias. Um dos segredos da sua longevidade é que comem praticamente tudo o que está ao seu alcance, incluindo carne e peixe, embora a sua ementa favorita seja mesmo a vegetariana. Estes veados também sabem trocar as voltas aos predadores, como ninguém apagando os seus trilhos e usando passagens secretas para fugir.

Zebra – 4 milhões de anos

Oriundas das planícies africanas, hoje em dia as zebras subdividem-se em três espécies e mais de dez sub-espécies. Apesar de nalguns territórios coexistirem diferentes espécies, elas não cruzam e nos casos que o cruzamento foi induzido por intervenção humana, a gravidezes resultaram em abortos. Esta exclusividade no acasalamento explica por que as zebras têm conseguido manter as suas características tão específicas ao longo dos milénios.

Panda vermelho – 5 milhões de anos

Esta simpática criatura, que parece saída das ilustrações dos livros infantis, tem, segundo os investigadores, parentes remotos que habitaram a Terra há nada mais nada menos que 25 milhões de anos. Também neste caso, o factor alimentar pesou na preservação da espécie. Embora apreciem, como os seus “primos” ursos pandas, canas de bambu, também se alimentam de insectos, ovos, pequenos pássaros e pequenos roedores.

Flamingo – 18 milhões de anos

Como foi possível a esta ave tão frágil na sua aparência, subsistir ao longo de tantos anos? O certo é que investigadores descobriram em Espanha um ninho ainda com os ovos de há cerca de 18 milhões de anos. Depois de analisados, esses fósseis apresentaram características muito semelhantes aos ovos dos flamingos dos nossos dias.

Ginkgo Biloba – 200 milhões de anos

A Ginkgo Biloba é a mais velha espécie de árvore que se mantém inalterada. As suas sementes cheiram terrivelmente mal, mas acredita-se que atraem animais que ajudam a espalhá-las pelos solos. Tornou-se um símbolo de resiliência depois de ter sobrevivido ao ataque nuclear a Hiroshima.

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Fotos: via Creative Commons