Espinossauro: O monstro do rio que viveu há 100 milhões de anos

Uma equipa de paleontólogos descobriu 1200 dentes e restos fósseis da espécie num antigo leito de um rio em Marrocos, comprovando assim a sua proximidade com o meio aquático.

Rita Grossinho

O Espinossauro (Spinosaurus aegyptiacus) era um dinossauro da família dos Spinosauridae, com 15 metros de comprimento e que pesava 7 mil quilogramas, tendo sido por isso considerado um dos maiores dinossauros carnívoros.

Esta espécie viveu há cerca de 100 milhões de anos atrás, mas ao contrário do que se pensava, vivia no meio aquático. Uma equipa de paleontólogos descobriu num antigo leito de um rio em Marrocos 1200 dentes da espécie, entre outros restos fósseis. Cerca de 45% dos restos encontrados pertenciam ao Espinossauro.

David Martill, da Universidade de Portsmouth, afirma à BBC “A maior abundância de dentes do Espinossauro, em relação a outros dinossauros, é um reflexo de seu estilo de vida aquático. Um animal que vive grande parte de sua vida na água tem muito mais probabilidade de contribuir com dentes para o depósito do rio do que aqueles dinossauros que talvez apenas visitassem o rio para beber e se alimentar nas suas margens.” O Professor denominou-o assim um autêntico “monstro do rio”.

 

No mesmo contexto, um estudo publicado na Nature, revela que a formação da cauda do dinossauro permitia-o nadar, sendo por isso uma das provas de que vivia num ambiente aquático. “Este dinossauro tem uma cauda com uma forma inesperada e única que consiste em espinhos neurais extremamente altos e divisas alongadas, que formam um grande órgão semelhante a uma barbatana flexível, capaz de ampla excursão lateral. Ao usar um aparelho robótico para medir forças ondulatórias em modelos físicos de diferentes formatos de cauda, ​​mostramos que o formato da cauda do Espinossauro produz maior impulso e eficiência na água do que o formato da cauda dos dinossauros terrestres e que essas medidas de desempenho são mais comparáveis ​​às dos vertebrados aquáticos existentes”.

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