Esqueça os shots, a planta da tequila pode ser o próximo biocombustível

O biocombustível é um combustível de origem biológica que provém de matérias vivas como plantas, sendo muito utilizados na sua produção o milho e a cana de açúcar. É preferida aos combustíveis fósseis, como o gás natural e o petróleo, porque é uma fonte de energia renovável que permite reduzir a emissão de poluentes.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Sydney defende que a planta Agave pode ser um biocombustível mais eficiente, sustentável e economicamente viável.
O estudo, que contou com a colaboração das Universidades de Exeter (Reino Unido) e de Adelaide, pretende arranjar uma solução alternativa às comuns que possa ser produzida em regiões semiáridas, como na Austrália.

A planta tem várias vantagens, “pode crescer em áreas semiáridas sem irrigação; e não compete com as culturas alimentares, nem exige uma quantidade limitada de água e de fertilizantes; (…) é tolerante ao calor e à seca e pode sobreviver aos verões quentes da Austrália“, explica o Professor da Universidade de Sydney, Daniel Tan. Além de que, a Agave utiliza menos 69% de água que a cana de açúcar, e menos 46% que o milho para o mesmo rendimento. “Isto demonstra que a Agave é melhor a nível económico e ambiental na produção de biocombustíveis” afirma Daniel Tan.

Os especialistas referem que a planta pode produzir bioetanol não só para biocombustível, mas também para produtos como o desinfetante, algo cuja procura tem vindo a aumentar durante a pandemia atual. Assim, surge a hipótese de conseguirem maior apoio para a sua produção no futuro.

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