Estas vacas fazem bem ao ambiente

Alimentam-se de frutos e de folhas dos arbustos e fazem parte de um projeto-piloto de agrossilvicultura – permite o desenvolvimento da pecuária, lavoura e floresta na mesma área. Na Colômbia, existe um grupo de vacas que não são criadas da maneira tradicional e que muito podem contribuir para travar as alterações climáticas.

Tradicionalmente, em muitos países, os produtores de gado abatem árvores para instalarem campos de pastagem. Neste modelo, é exatamente o contrário: plantam-se árvores, reduzindo a dimensão do impacto do pastoreio e fazendo crescer a área florestal.

A produção animal é já um dos setores mais exigentes em termos do uso de recursos e intensidade de emissões. Um terço da terra arável global é utilizada na produção agrícola, onde cerca de 13 mil milhões de toneladas de dejetos animais são produzidos anualmente (com a pressão associada para a sua utilização ou neutralização), 70% da água potável é usada na agricultura, sendo 1/3 especificamente direcionada para ração animal.

Finalmente, a pecuária é responsável por 15% dos gases de efeito estufa, com especial destaque para a criação bovina que responde por 2/3 destes valores.

Enrique Murgueito, do CIPAV, uma organização não governamental colombiana de promoção da agrossilvicultura, explicou ao canal Euronews que o “sistema que contribui para a biodiversidade e para a recuperação da fertilidade dos solos”.

No projecto piloto que está a ser desenvolvido na Colômbia já foram recolhidos dados que permitem dizer que não é só o ambiente que beneficia; a produção aumenta. Claudia Durana, criadora de gado de Bogotá, considera em declarações à Euronews que “este modelo melhora o solo, as pastagens, o microclima e até a humidade do ar”.

 

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