Exclusivo GS: umas Havaianas made in Lisboa

As Havaianas Lisboa, os sacos Sardinha e o Galo X são apenas alguns dos produtos que a Flaidisaine, uma marca portuguesa de merchadising cultural e turístico, quer ver utilizados no dia-a-dia dos portugueses.

Tendo como base a criatividade e empreendedorismo do designer Hugo O’Neill, a Flaidisaine torna-se original com os desenhos de temas baseados na portugalidade e nas cidades de Portugal.

“Com os temas das nossas tradições e raízes, renasceram – com um design actual – as Havaianas de Lisboa, os sacos Sardinha, o Galo X e tantos outros produtos do nosso País”, explicou ao Green Savers Hugo O’Neill.

No caso das havaianas, estes objectos de culto surgem numa edição limitada de quatro motivos alfacinhas: a sardinha, a guitarra, o fado e a calçada portuguesa. Todos os produtos, excepto, para já, as havaianas, podem ser encontrados em vários pontos da cidade de Lisboa – Alma Lusa, MoovStore, Artes&etc, 28 Estrela e Time2Give. Em breve, a marca chegará também à Ask Me Lisboa.

Há ainda a possibilidade de fazer encomendas ou online – via Facebook ou blog. Aliás, para já esta é a única maneira de comprar as havaianas.

Para perceber melhor o que levou Hugo O’Neill a criar a Flaidisaine – e como pretende que a marca evolua – o Green Savers falou com o designer português.

Como e quando surgiu a oportunidade de lançar esta marca?

Tudo começou com o concurso lançado pela EGEAC (Empresa municipal encarregada da animação cultural) para a imagem “Sardinhas Festas de Lisboa’11”. Concorri com alguns desenhos e ficaram seleccionados dois (em 2000 e tal propostas), que ficaram na exposição “A Sardinha da Minha” na Fundação Millennium.

Como não fiquei seleccionado como vencedor, lembrámo-nos de escolher algumas das minhas imagens e imprimir em sacos 100% algodão (tote bags). No dia da inauguração da exposição (Junho), fui com amigos e família para a porta da exposição tentar a sorte. Resultou! As pessoas queriam ter uma lembrança das sardinhas que tinham visto lá dentro; explicávamos a história, o significado de cada sardinha desenhada por mim e compravam os tote bags.

A seguir pensámos, porque não perguntar às lojas se não estariam interessadas em ter alguns sacos à consignação, em época de santos e sardinhas…fazia todo o sentido. Vieram as Feiras da Lx Factory e da Av. da Liberdade, que também serviram para divulgarmos a imagem e o nome (que já existia muito antes das Sardinhas. Surgiu como uma brincadeira por eu estar sempre “a voar”). Depois, as lojas pediram t-shirts… e surgiu-nos também a ideia de personalizar Havaianas. Ideias não nos faltam.

Qual o investimento financeiro?

O investimento é o maior problema. Como os produtos estão à consignação, o retorno é muito lento…mas vai-se investindo à medida do possível.

Qual o processo de fabrico dos produtos?

De momento, recorremos a empresas gráficas portuguesas, que nos garantem uma impressão com qualidade. De futuro, quem sabe se fabricaremos os nossos próprios produtos. Gostávamos de estabelecer parcerias com a nossa indústria, mas é muito difícil. Ela vai desaparecendo de dia para dia.

Para além de comercializar estes produtos, a que mais se dedica a sua marca?

Por enquanto estamos com o design gráfico e merchandising cultural e turístico.

Quantas pessoas colaboram, a full e part-time, com a Flaidisaine?

Duas. Há dias que estamos a full-time, outros a double-time (um de nós tem o seu trabalho, independente deste projecto). Depende da disponibilidade de cada um.

Qual o seu objectivo para o futuro da marca? Onde gostaria de ver a marca dentro de cinco anos?

O objectivo será sempre melhorar e ver os produtos espalhados de Norte a Sul do País e além-mar. Noutros mercados de – e com – gosto pela cultura Portuguesa, como o Brasil, Macau, Angola, Moçambique, Itália, Japão…até onde as asas nos levarem.

Qual a reacção das pessoas aos seus produtos?

“Originais; portugueses; apetecíveis; giros; modernos.”

Tanto os portugueses como os estrangeiros gostam do design, acham original…sorriem. Talvez os produtos consigam captar a essência da portugalidade, dando-lhe um toque moderno e cativante.

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