Explorador canadiano desceu até à cratera de gás do Turquemenistão (com FOTOS)

O explorador George Kourounis, de 44 anos, tornou-se na primeira pessoa a descer até à gigante cratera de gás de Derweze, que há 44 anos arde no Turquemenistão – desde que Kourounis nasceu, na verdade.

Nesse ano, cientistas soviéticos identificaram o local como uma reserva de petróleo. Um acampamento e uma sonda de perfuração foram então montados, no local, mas as primeiras perfurações não correram bem. O solo por debaixo de uma das sondas abateu-se, criando uma cratera gigante que começou a libertar grandes quantidades de metano, um perigo para os habitantes de Derweze.

Os cientistas decidiram então que a maneira mais eficiente para resolver o problema seria queimar o metano, devendo a combustão durar alguns dias. Mas os dias transformaram-se em meses e anos, até aos dias de hoje.

Quando descobriu que o governo do Turquemenistão estava a planear extinguir as chamas, o explorador canadiano decidiu visitar o local e pressionar as autoridades para descer até ao centro da cratera. Estávamos no final de 2013 e um dos objectivos era recolher amostras de terra para serem analisadas.

Os resultados das análises descobriram a presença de bactérias no local, apesar do ambiente quente e rico em metano. As imagens da descida da Kourounis foram agora partilhadas e mostram o explorador a balançar-se precariamente em cima da cratera, utilizando um fato que repele o calor, um sistema de respiração e um arnês da Kevlar feito à medida.

Kourounis ficou na cratera cerca de 15 minutos, antes de ser puxado pela sua equipa. “Uma vez que isto nunca tinha sido feito antes, havia muita incerteza e perguntas. Estaria quão quente? O ar era respirável? Iria a corda sobrevier? E se alguma coias corresse mal”, questionou o canadiano ao Daily Mail.

“Este era um local onde nenhum humano esteve antes, era como entrar num planeta alienígena. Foi muito entusiasmante, aventureiro e perigoso, uma contribuição para a ciência”, completou.

A cratera atrai milhares de turistas por ano e os habitantes de Derweze chamam-lhe a “porta para o inferno”. Os cientistas não conseguem prever até quando a cratera vai continuar a arder, uma vez que não se sabe a quantidade de gás que ainda existe no subsolo.

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