Geração Z está mais focada nos problemas ambientais que os Millennials, revela novo estudo



Os Millennials e a geração Z acreditam que o mundo atravessa um momento crítico no que diz respeito às principais questões sociais, incluindo as alterações climáticas, a desigualdade e a discriminação e, como tal, exigem uma maior responsabilização que permita impulsionar mudanças. Esta é uma das principais conclusões do estudo Millennial and Gen Z Survey 2021 da Deloitte, que se realiza pelo décimo ano consecutivo.

Os inquéritos foram realizados em 45 países, a perto de 15 mil Millennials e 8.300 jovens da geração Z. Os inquiridos demonstraram a sua esperança na atuação das empresas e dos governos, relativamente a estas questões.

Relativamente às questões ambientais, como a proteção ambiental e as alterações climáticas, a geração Z considera-as a sua principal preocupação. Já para os Millennials, embora esta seja uma questão preocupante, a saúde e o desemprego vêm em primeiro lugar este ano.

Mais de um quarto dos inquiridos (37% dos Millennials e 40% da geração Z) vão querer atuar na defesa do ambiente e do clima no período pós-pandemia, o que vai desde a reciclagem até à preferência pela utilização de transportes públicos, ou até uma mudança dos hábitos alimentares e de compras. Os entrevistados confessaram que o impacto das empresas no meio ambiente, seja positivo ou negativo, teve influência direta nas suas decisões de compra.

No entanto, aproximadamente 60% dos Millennials e da Geração Z temem que o compromisso das empresas em ajudar a combater as alterações climáticas seja agora menos prioritário, devido aos restantes desafios que os líderes empresariais enfrentam decorrentes da pandemia.

Quanto ao stress e ansiedade, mais de 40% dos jovens admitem sentir-se stressados sempre ou na maior parte do tempo. Além disso, perto de 40% afirmam que a sua entidade empregadora não foi capaz de providenciar um apoio efetivo
à saúde mental durante a pandemia.

A desigualdade e a distribuição da riqueza é também um outro motivo de preocupação com dois terços dos Millennials (69%) e da Geração Z (66%) a achar que a riqueza e os rendimentos são distribuídos de forma desigual na sociedade.

Quanto ao impacto social das empresas e seguindo a tendência de declínio constante verificada nos últimos anos, menos de metade dos Millennials (47%) e da geração Z (48%) acha que as empresas estão a ter um impacto positivo na sociedade. Esta é a primeira vez, desde que o estudo é conduzido, que este indicador cai para menos de 50% – um valor que caiu quase 30 pontos desde 2017.

“A pandemia da COVID-19 teve marcadamente um impacto na forma como os Millennials e a Geração Z olham para o mundo. Num momento em que se o mundo ainda se debate com importantes desafios, principalmente em termos económicos e sociais, os jovens, mais do que nunca, querem atuar e esperam que as empresas façam o mesmo”, afirma Nuno Carvalho, partner da Deloitte.



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