Governo autoriza empresa do Alqueva a fazer obras de 14,8 ME no bloco de Moura



O Governo anunciou ontem ter autorizado a empresa gestora do Alqueva a avançar com um investimento superior a 14,8 milhões de euros, para concretizar o bloco de Moura (Beja), que abrangerá cerca de 1.200 hectares (ha).

Em comunicado, o Ministério da Agricultura e Alimentação revelou que o projeto, inserido no Programa Nacional de Regadios, “reveste-se de elevada importância no contexto do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA)”.

“Com um impacto estratégico decisivo, este projeto contempla a instalação da rede de rega de uma área com cerca de 1.200 ha, sendo a origem de água a albufeira de Caliços, onde existe uma tomada de água preparada para esta ligação”, acrescentou.

De acordo com o ministério, o futuro bloco de rega de Moura será construído pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA).

O projeto vai ser desenvolvido “em terrenos suficientemente baixos, face à cota prevista para a tomada de água, será servido por uma rede coletiva capaz de fornecer água à maioria das parcelas de forma gravítica”, explicou.

Ou seja, “este investimento garantirá o funcionamento do sistema de distribuição de água em quantidade e qualidade adequadas às várias atividades económicas que dela dependem, com efeitos positivos na manutenção de um desenvolvimento mais coeso e sustentável dos territórios”, lê-se na nota.

Na semana passada, em 15 de março, o Governo autorizou também a EDIA a avançar com um investimento global superior a 119 milhões de euros em três projetos, com a verba mais elevada a ser destinada ao Circuito Hidráulico de Reguengos de Monsaraz (Évora).

De acordo com o comunicado, este circuito representa “um investimento superior a 88 milhões de euros”  e está inserido no Programa Nacional de Regadios, beneficiando uma área de cerca de 10.273 hectares situados no distrito de Évora, nos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Portel, Évora e Viana do Alentejo”.

A par disso, o Governo autorizou a realização de despesa para o reforço da capacidade de adução da Estação Elevatória dos Álamos – grupos 3 e 4, até ao montante global de 16.422.650,00 euros (a que acresce o IVA).

Foi igualmente aprovada a despesa referente ao projeto do Circuito Hidráulico da Vidigueira e Bloco (2.ª Fase), até ao montante global de 13.779.049,50 euros (a que acresce o IVA).





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