Inglaterra: duas colheres de chá de pesticida dizimam vida em 16 Km de rio

A proibição do uso de clorpirifós poderá estar para breve, depois de uma porção de duas colheres de chá ter dizimado todas as formas de vida em parte do rio Kennet.

Green Savers

A compra e utilização de um pesticida fatal que causou a grave poluição de um rio em Inglaterra pode ser proibida muito brevemente. Os cientistas que investigam o incidente acreditam que alguém terá derramado apenas duas colheres de chá do veneno numa pia de cozinha – o suficiente para pôr fim a todas as formas de vida ao longo de um percurso de 16 Km do rio Kennet, no sul do País.

A acção matou todos os camarões, tricópteros e efemerópteros, deixando trutas e outros peixes sem alimento e atingindo, por sua vez, predadores como lontras, guarda-rios e garças.

O pesticida entrou no Kennet em Marlborough, através de uma estação de bombeamento de esgoto. As pessoas foram avisadas ​​para não deixarem a água do rio entrar em contacto com a pele e não comerem peixes daí provenientes. Agora, o ministro do ambiente, Richard Benyon, ordenou uma investigação que permita perceber como o pesticida – clorpirifós – pode ser banido do uso doméstico em geral.

“Estou firmemente do lado daqueles que querem ter a certeza de que isto nunca mais volta a acontecer. Algo tão tóxico como isto só deve estar disponível a pessoas com qualificações para o usar de forma segura”, referiu Benyon. “Queremos certificar-nos a médio e longo prazo de que estamos a proteger rios como este de incidentes de poluição, derivem eles de uso agrícola ou uso pessoal.”

O Kennet é conhecido nos círculos de pesca pela pureza da sua água e pela gordura das suas trutas. Existem sindicatos ao longo do rio perto de Hungerford onde os pescadores pagam até €3.500 (R$ 11 mil) por temporada de pesca.

O clorpirifós é regularmente usado em relvados e campos de golfe e no combate a insectos nas culturas agrícolas. Foi proibido em Singapura em 2009, no controlo de térmitas no solo, e nos Estados Unidos, em 2001, no uso em edifícios e em locais de construção. Na base das proibições estão preocupações ligadas à saúde pública e ao meio ambiente.

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