Inovação: Espanha produz energia eólica através de torres telescópicas

A energia eólica é uma fonte de energia renovável que se gera através dos ventos. São muitos ao países por todo o mundo que têm vindo a investir em parques eólicos offshore (no mar), pela sua maior eficácia. Em 2018, a IRENA classificou como maiores produtores eólicos marítimos da Europa, o Reino Unido, a Alemanha, a Dinamarca, a Bélgica e os Países Baixos.

Em Espanha também se aderiu a esta fonte de energia, porém de uma forma inovadora. Foi perto da capital da ilha Gran Canaria, Las Palmas, que se construiu um protótipo de uma torre eólica, que embora pareça igual a tantas outras torres comuns, não é.

Após quase 4 anos de construção, este protótipo é um modelo único feito com uma tecnologia telescópica que levou a que a instalação fosse mais rápida e eficiente, e de custos reduzidos em 35% em comparação aos de moinhos de vento marítimos comuns.

A estrutura tem uma profundidade de 30 metros e ao contrário das torres comuns, a base de betão e a torre foram construídas em terra e só depois rebocadas por navios para alto mar, até à zona de implantação.

Com uma potência de 5 megawatts, já está a fornecer energia para cinco mil famílias. A sua estrutura é resiliente e o sistema está adaptado para turbinas maiores com potência até 12 megawatts.

A estabilidade da plataforma marítima é vital, daí a importância das secções da torre terem sido construídas através de tecnologia telescópica. José Serna, engenheiro civil, afirma que “devido à sua configuração, uma turbina eólica marítima é o pior cenário para garantir estabilidade. A turbina representa muito peso na parte mais elevada de toda a estrutura, onde é colocada. Isso aumenta os centros de gravidade e torna a estabilidade mais difícil de alcançar. Daí a ideia da torre telescópica. Ao baixar a turbina, também baixamos os pesos, o que aumenta a estabilidade na água“.

A equipa procura futuras oportunidades de mercado e pretende estender o seu projeto, no entanto, sendo um setor de mercado que avança lentamente, a empresa prevê que apenas em 2024 seja possível ter novos parques eólicos operacionais.

 

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