Insólito: Cinco orcas (sim, orcas) processam parque aquático por escravidão

Cinco orcas norte-americanas foram nomeadas autoras de um processo que argumenta que estas têm os mesmos direitos de protecção contra a escravidão, tal como os humanos. A acção foi elaborada pela PETA, organização de defesa dos direitos dos animais, e contou com a ajuda de três especialistas em mamíferos marinhos e dois ex-treinadores.

Em causa, de acordo com a Folha, está o parque aquático Sea World, que já classificou este caso como um desperdício de tempo e dinheiro. Esta é, de resto, a primeira vez que um tribunal dos Estados Unidos discute se os animais deveriam ter a mesma protecção constitucional dos humanos.

A PETA afirma que as orcas Tilikum, Katina, Kasatka, Ulises e Corky são tratadas como escravas, uma vez que vivem em tanques e têm de fazer apresentações diárias nos parques da Sea World na Califórnia e Flórida.

Veja aqui o claustrofóbico tanque.

Caso este processo seja bem-sucedido (na óptica da PETA), as consequências afectarão outros parques marinho e jardins zoológicos. Também os chamados cães farejadores, utilizados pela polícia para encontrarem drogas e explosivos, deverão ser incluídos nesta “guerra”.

Ainda que o mais provável seja que o caso não dê em nada, os activistas pelos direitos dos animais dizem que já se sentem satisfeitos por ir a tribunal – até porque o caso teve repercussões mediáticas (caso contrário, não estaria a ler esta notícia, neste momento).

“Pela primeira vez na história [dos Estados Unidos], um tribunal federal ouviu os argumentos sobre se seres vivos, que respiram e sentem, têm direitos ou podem ser escravizados simplesmente porque não nasceram humanos”, disse Jeffrey Kerr, advogado que representa as cinco baleias.

Leia a notícia da BBC (em inglês) e da Folha (em português).

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