Investir nas pessoas como chave da sustentabilidade

A transição para uma Economia Verde é imperativa, mas exige uma mudança no mercado de trabalho que vai precisar do apoio das empresas e dos governos. Para que seja aplicada de forma justa e positiva para todas, esta mudança deve garantir oportunidades para o futuro.

O novo estudo “Competências para a Economia Verde” do Grupo Adecco indica que é necessário prestar mais atenção ao papel que o capital humano e as competências desempenham na concretização de uma mudança sustentável. Nesse sentido, “no topo das prioridades das empresas deverá estar a qualificação e requalificação dos recursos humanos”.

Sem o desenvolvimento de competências, estima-se que a economia global poderia perder até 71 milhões de postos de trabalho na sua transição. Contudo, a requalificação poderia inverter esta perspetiva: só o setor energético poderia produzir um crescimento líquido de 18 milhões de postos de trabalho, por exemplo.

Os governos devem por isso adaptar-se a esta nova era do mercado de trabalho, que necessita de constante atualização, e garantir que os trabalhadores são protegidos.

Assim, de acordo com o relatório, as empresas devem:

  • Começar a cartografar os requisitos de aptidões e começar a requalificação e para se anteciparem;
  • Fazer do emprego sustentável e do investimento em competências a sua vantagem de marca para atrair os talentos certos e reter as competências certas para o sucesso futuro;
  • Promover outras formas de aprendizagem VET (Vocational Educational Training – Formação Profissional), nomeadamente em ambiente de trabalho para construir a sua própria reserva de talentos;
  • Promover a flexibilidade e impulsionar a perícia da força de trabalho, colocando o indivíduo no centro da transformação.

“A qualificação e a Transição Verde não são, contudo, uma via de sentido único. Por um lado, a economia verde e a transição para um futuro mais sustentável terão, sem dúvida, impacto na procura de competências no mercado de trabalho. Por outro lado, é importante notar que sem as competências, qualquer progresso no sentido da transição verde seria impossível de começar”, sublinha o Grupo Adecco.

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