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Janelas inteligentes protegem de bactérias perigosas e da luz UV

A instalação destas janelas nos mais variados edifícios, desde habitação aos escritórios, é vantajoso para a saúde.

Rita de Oliveira Grossinho

As janelas inteligentes, também conhecidas pelo vidro electrocrómico, podem ser uma mais valia para a saúde. Uma investigação da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), no Canadá, revela que estas janelas têm uma função natural de desinfeção contra bactérias e protegem da exposição à radiação UV.

Em laboratório, os cientistas compararam a eficiência das janelas tradicionais com cortinas com as janelas inteligentes. Foi ainda testada a presença de quatro bactérias, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa.

Os resultados demonstram que as janelas inteligentes desinfetam as superfícies (tecido, vidro e plástico) quase na totalidade em 24 horas, impedindo o crescimento e a viabilidade bacteriana. Além disso, bloqueiam a luz UV, mas permitem a entrada da luz do dia e o comprimento de onda curto, que tem esta ação desinfetante. Por outro lado, as janelas convencionais bloqueavam a luz do dia e as cortinas acumulavam poeiras e germes.

“Sabemos que a luz do dia mata bactérias e fungos. Mas a questão é: existem maneiras de aproveitar esse benefício nos edifícios, enquanto ainda nos protegemos do brilho e da radiação UV? As nossas descobertas demonstram os benefícios das janelas inteligentes na desinfeção, e nas implicações que têm na transmissão de doenças infeciosas em laboratórios, instalações de saúde e edifícios nos quais vivemos e trabalhamos”, afirma Sepideh Pakpour, professora assistente na UBC.

Como referem os autores, os dados do estudo são especialmente importantes neste período, em que o mundo enfrenta uma pandemia. “As empresas estão a lutar para trazer os funcionários de volta ao escritório de maneira segura. Esta investigação traz mais uma razão pela qual o aumento do acesso à luz natural precisa de ser parte da equação”, assegura Rao Mulpuri, CEO da View, empresa parceira no desenvolvimento do estudo.

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