Há 115 milhões de anos, as águas marinhas em torno da Austrália já eram patrulhadas por tubarões gigantes do grupo dos lamniformes, ao qual pertencem os modernos tubarões-brancos e os tubarões-anequim.
A descoberta, publicada na revista ‘Communications Biology’, resultou da análise de fósseis recolhidos na década de 1980 por outros investigadores ao largo da costa norte australiana, mas que tinham estado armazenados em coleções de museu sem serem estudados, até que esta equipa pegou neles.
De acordo com esta mais recente investigação, já existiam tubarões gigantes, que estavam entre os predadores de topo dos oceanos, 15 milhões de anos antes do que se pensava. As vértebras estudadas permitiram aos cientistas estimar o comprimento desses grandes tubarões, que teriam tido entre seis e oito metros de comprimento e pesado mais de três toneladas.
A maior vértebra que analisaram tinham 12 centímetros de diâmetro, maior do que as dos atuais tubarões-brancos. Esses grandes tubarões antigos terão partilhado os mares com outros predadores de topo, como ictiossauros e plesiossauros.
Estudos anteriores haviam colocado a evolução de tubarões lamniformes gigantes há cerca de 100 milhões de anos, mas estes resultados mais recentes empurram essa data 15 milhões de anos para trás.
A equipa acredita que os corpos massivos terão evoluído para ajudar os tubarões a suportarem as baixas temperaturas das águas nas quais nadavam. Dessa forma, podia ocupar espaços na teia ecológica que, segundo os cientistas, são ainda hoje ocupados por grandes tubarões lamniformes.
“Estimar o tamanho corporal de material vertebral isolada permitir-nos-á responder a perguntas mais amplas sobre a evolução dos tubarões e, ao mesmo tempo, considerar os efeitos das mudanças climatéricas”, diz, em comunicado, Michael Newbrey, da Columbus State University (Estados Unidos) e coautor do artigo.









