Mau tempo: Abastecimento de água ao Município de Leiria assegurado

O abastecimento de água ao Município de Leiria está garantido, apesar de nova inundação, durante a noite, na estação elevatória de Porto Figueira, desencadeada pela subida do nível da água, anunciou hoje a Águas do Centro Litoral (AdCL).

Green Savers com Lusa

O abastecimento de água ao Município de Leiria está garantido, apesar de nova inundação, durante a noite, na estação elevatória de Porto Figueira, desencadeada pela subida do nível da água, anunciou hoje a Águas do Centro Litoral (AdCL).

Esta água é, posteriormente, distribuída ao domicílio pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria.

Segundo a AdCL, a subida do nível da água deveu-se à tempestade Leonardo.

“Importa salientar que esta estação elevatória transporta a água captada em furos subterrâneos, na Mata do Urso [concelho de Pombal], sendo que os reservatórios da AdCL asseguraram a capacidade necessária para a distribuição à rede municipal”, explica a empresa numa nota enviada à agência Lusa,

A AdCL destaca que “a água fornecida ao Município de Leiria é, exclusivamente, captada em furos subterrâneos, não tendo sido afetada pelas inundações registadas”, reafirmando a “qualidade da água fornecida aos seus clientes”, neste caso a Câmara de Leiria.

Face às previsões de chuva intensa e a subida do nível dos rios associadas às depressões Leonardo e Marta, a AdCL garante ter reforçado, “de forma preventiva, um conjunto de medidas em infraestruturas estratégicas”, para assegurar a continuidade deste serviço e a proteção da saúde pública.

Esta semana “foram intensificadas ações de mitigação de risco em várias infraestruturas nos concelhos de Leiria e de Pombal”, como “a elevação de quadros elétricos, a colocação de ensecadeiras [proteções], a retirada de equipamentos essenciais e a implementação de outras soluções técnicas orientadas para o aumento da resiliência” daquelas, refere.

A Águas do Centro Litoral tem equipas no terreno e conta com apoio de empresas externas, para “acompanhar permanentemente a evolução da situação, em articulação com as entidades competentes”.

Hoje, o vereador do Município de Leiria Luís Lopes disse à Lusa que a estação elevatória de Porto Figueira (entre Barreiros e Gândara dos Olivais) “foi condicionada pelas cheias”.

“Apesar de termos feito uma proteção à volta da estação elevatória, houve entrada de água, mas pouca quantidade”, adiantou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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