Portugal registou um saldo migratório positivo em 2017 pela primeira vez em sete anos. Ainda assim, continuamos a ser um país envelhecido. Somos o quarto país da Europa a 28 com a maior percentagem de população acima dos 65 anos.
O relatório do Observatório das Migrações indica também que o perfil dos estrangeiros a vir para Portugal tem vindo a mudar, e que houve um aumento no fluxo de estudantes, investidores e cidadãos altamente qualificados.
Os migrantes foram também responsáveis por contribuir com 514,3 milhões de euros em 2017 para a Segurança Social, sendo que só beneficiaram de 89,6 milhões de euros, o que se traduz num saldo muito positivo e deita por terra a ideia de que os migrantes chegam a um país para roubar o que quer que seja.
E este é um facto importante de realçar, na altura em que 181 países assinaram o Pacto Global dos Migrantes, apesar de toda a desinformação e polémica que tem rodeado o documento. Estados Unidos da América e Hungria votaram contra o Pacto.
Filippo Grandi, da Agência de Refugiados da ONU, disse que o pacto era “histórico” e que era a primeira vez que a Assembleia das Nações Unidas viu um acordo deste género entre Estados.









