Milhares de toneladas de lixo fluem todos os anos do Rio Reno para o Mar do Norte

Todos os anos, o Rio Reno, um dos mais longos da Europa, transporta para o Mar do Norte cerca de quatro mil toneladas de lixo, 22 a 286 vezes mais do que anteriormente se pensava, revela estudo.

Redação

Todos os anos, o Rio Reno, um dos mais longos da Europa, transporta para o Mar do Norte cerca de quatro mil toneladas de lixo, 22 a 286 vezes mais do que anteriormente se pensava.

Num artigo publicado recentemente na revista ‘Communications Sustainability’, uma equipa de cientistas da Alemanha, liderada pela Universidade de Bona e pela Universidade de Tübingen, recolheu e analisou, ao longo de 16 meses, lixo macroscópico, com mais de um centímetro, que flutuava pelo Reno. No total foram recolhidos 20.339 itens entre setembro de 2022 e janeiro de 2024, a maior parte dos quais eram feitos de plástico.

A partir desses dados, os investigadores chegaram à conclusão de que anualmente fluem por esse rio até ao Mar do Norte entre 27 milhões e 42 milhões de itens, ou entre 3.011 e 4.708 toneladas, “o que excede significativamente estimativas anteriores”, escrevem no artigo.

A armadilha flutuante, conhecida como “RheinKrake”, foi colocada no Reino em 2022. Foto: Leandra Hamann.

A recolha do lixo foi feita através de uma armadilha flutuante, conhecida como “RheinKrake”, colocada no Reno em 2022 em Colónia, que apanhou também têxteis, vidro, cerâmica e “outros materiais produzidos pelo Homem que poluem as nossas águas”, detalham os cientistas. Mais de metade do lixo capturado e analisado dizia respeito a itens de consumo, como varas de madeira usadas em fogos-de-artifício, garrafas de vidro e tampas de plástico de garrafas de bebidas. Para vários outros detritos foi impossível determinar o que eram ou o que foram.

Resíduos recolhidos pelo RheinKrake em apenas duas semanas no Reno. Foto: Simon Taal / K.R.A.K.E.e.V.

A equipa constatou ainda que produtos descartáveis representavam 40% do lixo recolhido, e mais de metade era plástico. Por outro lado, produtos reutilizáveis representavam menos de 8%, pelo que, argumentam os investigadores, criar sistemas de depósito para garrafas e embalagens ajudará a reduzir a quantidade de lixo nos rios.

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