Milho e cana de açúcar: as alternativas para produzir plástico “verde”

Apesar da sua extensão, o Brasil tem um índice de reciclagem de apenas 26%, número muito abaixo de países europeus como Portugal, Espanha e Alemanha. Muitas empresas procuram formas de reciclar e reaproveitar o plástico, no entanto, também são várias as que cada vez investem mais na procura de fontes renováveis para fornecer um “plástico verde” aos consumidores.

Existe uma persistente procura de alternativas ao plástico produzido através de petróleo, no entanto de acordo com a European Bioplastics, em 359 milhões de toneladas apenas 1% da produção global corresponde a plásticos feitos a partir de fontes renováveis.

No Brasil, várias empresas têm investido em tecnologia para produzir resinas plásticas através de milho, mandioca e cana de açúcar.

É o exemplo da Braskem, que aposta no desenvolvimento deste plástico através da cana de açúcar, enquanto ao mesmo tempo procura sempre novas hipóteses de fontes renováveis. Edison Terra, vice-presidente da Braskem na América do Sul afirma “Trabalhamos em diferentes opções de aumento de capacidade da produção do plástico verde. Estamos sempre atentos a oportunidades de negócios sustentáveis”.

Um caso mais específico do uso destes materiais é a empresa Copapa, que fabrica papel higiénico, e que tem vindo a usar plástico feito a partir de milho para as suas embalagens. O diretor Fernando Pinheiro, que exporta esta resina plástica da Alemanha, refere que “hoje, a dificuldade é encontrar os fornecedores certos. Apesar de termos um custo maior com o plástico feito de milho, reduzimos a margem de lucro para que o produto fosse acessível”.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz, garante que “há um esforço de toda a indústria em criar novos plásticos, mais leves e mais fáceis de serem reciclados, a partir de fontes renováveis. Essas soluções ainda são muito novas e muitas ainda estão em fase inicial. Mas são extremante importantes para o futuro”.

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