Ministro da Agricultura anuncia 30ME anuais para contribuir para a pastorícia

O ministro da Agricultura anunciou ontem um programa de 30 milhões anual destinado à pastorícia e que visa apoiar os produtores, contribuir para a redução do material combustível na floresta e para a prevenção de incêndios.

Green Savers com Lusa

O ministro da Agricultura anunciou ontem um programa de 30 milhões anual destinado à pastorícia e que visa apoiar os produtores, contribuir para a redução do material combustível na floresta e para a prevenção de incêndios.

“Num território como este são essenciais os apoios para a pastorícia extensiva com o objetivo de ajudarmos o produtor, mas também de retirarmos o material combustível da floresta e também os baldios onde as pessoas tiveram e viram os seus rendimentos muito afetados. Vamos ter 30 milhões de euros para apoiarmos em termos nacionais o objetivo de reduzir o material combustível e de apoiar os produtores que usufruem e estão nos baldios”, afirmou José Manuel Fernandes, que falava aos jornalistas em Boticas, no distrito de Vila Real.

O governante visitou hoje a Feira Gastronómica do Porco, onde, até domingo, estarão à venda alheiras, chouriças, salpicões, mas também outros produtos regionais como o pão, o mel ou vinho.

O ministro explicou que os 30 milhões de euros provêm do Fundo Ambiental e que haverá uma majoração para os produtores de raças autóctones e os jovens.

“Nós já temos a nossa proposta mas queremos, no fundo, também ouvir as confederações para elas emitirem opinião. Mas o programa já tem financiamento de 30 milhões de euros anual”, realçou.

José Manuel Fernandes lembrou que a Comissão Europeia, em 2023, “retirou muita área elegível nos baldios e houve um grande decréscimo no rendimento dos produtores”.

“O grande objetivo para além da renovação geracional é o aumento do rendimento dos agricultores. É inaceitável que um agricultor ganhe cerca de 40% das outras profissões e só desta forma conseguimos diminuir o deficit agroalimentar que tem aumentado enormemente nos últimos anos”, salientou.

Depois de visitar todos os ‘stands’ da feira, José Manuel Fernandes disse que este certame é “também uma festa”.

“É um local de venda, há economia, atrai cerca de 70 mil pessoas, traz gente de outros territórios, reforça a atratividade, incentiva o cultivo, a transmissão do saber, é um espaço de saberes e de sabores. Conseguimos com estas montras valorizar, acrescentar valor e o mérito é das câmaras”, referiu.

Com estes eventos, na sua opinião, também se defendem as raízes, as tradições, gera-se emprego e, em simultâneo, aposta-se na investigação e criam-se novos produtos.

Questionado sobre a exploração de lítio prevista para este concelho, que pertence ao Barroso Património Agrícola Mundial, José Manuel Fernandes disse que a ministra do Ambiente está acompanhar este assunto.

“As questão que são dos ministérios dos meus colegas, ainda que eu também as acompanhe, eu não vou pronunciar-me sobre elas e a única coisa que eu posso dizer é que a senhora ministra do Ambiente herdou um dossier que está a acompanhar, a monitorizar, obviamente em colaboração com todas as entidades que possam estar envolvidas”, referiu.

Considerou ainda que tem que “haver compatibilização entre os vários interesses”.

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