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Morte por calor será comum no sul da Ásia, alertam especialistas. Um quarto da população mundial ficará em risco

As ondas de calor que ocorrem periodicamente no sul da Ásia irão piorar em intensidade com o aquecimento global de dois graus, triplicando a exposição da população ao stress por calor.

Limitar o aquecimento a 1,5 graus Celsius provavelmente cortará o impacto para metade, mas o stress mortal pelo calor tornar-se-á comum no sul da Ásia, de acordo com um novo estudo da Geophysical Research Letters.

Com quase um quarto da população mundial a viver no da Ásia, o novo estudo ressalta a urgência de combater as alterações climáticas. “O futuro parece nefasto para o Sul da Ásia, mas o pior pode ser evitado contendo o aquecimento o mais baixo possível”, afirmou Moetasim Ashfaq, cientista computacional do clima do Oak Ridge National Laboratory (EUA) e autor, em comunicado.

“A necessidade de adaptação no sul da Ásia tem de ser hoje, não no futuro. Não é uma escolha.” A Terra aqueceu 1 grau Celsius desde o início da Revolução Industrial, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas. Na atual trajetória do clima, pode chegar a 1,5 grau Celsius de aquecimento em 2040. Esse período deixa pouco tempo para que os países do sul da Ásia se adaptem. “Apenas um aumento de meio grau a partir de hoje causará um aumento generalizado desses eventos”, explicou Ashfaq.

As pessoas que vivem no sul da Ásia são especialmente vulneráveis ​​a ondas de calor mortais porque a área já apresenta verões muito quentes e húmidos. Grande parte da população vive em cidades densamente povoadas sem acesso regular a ar-condicionado, e cerca de 60% trabalha na agricultura e não pode escapar do calor ficando em casa.

No novo estudo, os cientistas usaram simulações climáticas e projeções de crescimento populacional futuro para estimar o número de pessoas que experimentarão níveis perigosos de stress por calor no sul da Ásia em níveis de aquecimento de 1,5 e 2 graus Celsius.

Estimaram a temperatura de bulbo húmido que os residentes sentirão, que é semelhante ao índice de calor, pois leva em consideração a humidade e a temperatura. Uma temperatura de bulbo húmido de 32 graus Celsius é considerada o ponto em que o trabalho ao ar livre se torna inseguro, e 35 graus Celsius é o limite para a sobrevivência humana, quando o corpo não consegue mais arrefecer naturalmente. A análise sugere que, com 2 graus de aquecimento, a exposição da população a temperaturas de trabalho inseguras mais do que dobrará e a exposição a temperaturas letais aumentará 2,7 vezes, em comparação com os últimos anos.

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