Norte avança com Plano Regional de Ordenamento para reforçar coesão

O Governo aprovou o Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte (PROT Norte), que pretende promover transformações estruturais no território, reforçando a coesão e o desenvolvimento, revelou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Green Savers com Lusa

Apenas 15% dos tutores têm seguro de saúde animal, apesar de 40% mostrarem intenção de aderir Estudo PetPulse Insights evidencia a distância entre intenção e prática e revela oportunidades para um modelo de cuidado mais preventivo e acessível. Lisboa, 28 de janeiro de 2026 — O acesso à saúde animal em Portugal continua a ser feito maioritariamente de forma reativa, apesar de uma crescente valorização do bem-estar dos animais de companhia. De acordo com o estudo PetPulse Insights – Laços, Rotinas & Consumo, desenvolvido pela UPPartner, apenas 15% dos tutores têm atualmente um seguro de saúde animal, embora 40% afirmem ter intenção de vir a aderir no futuro, revelando uma diferença clara entre adesão real e predisposição. Os dados, recolhidos junto de 483 tutores, sugerem que esta distância não está necessariamente associada a uma desvalorização da saúde animal, mas a fatores como a percepção de custo, o desconhecimento do funcionamento dos seguros e a adequação das soluções existentes às necessidades reais das famílias com animais. Para muitos tutores, o seguro continua a ser encarado como uma opção apenas em contexto de doença ou urgência, e não como um instrumento de acompanhamento ao longo da vida do animal. O estudo indica ainda maior abertura ao seguro entre tutores urbanos, mulheres e faixas etárias mais jovens, segmentos que demonstram maior sensibilidade à previsibilidade financeira e a modelos de cuidado continuado. Este comportamento aproxima-se da evolução observada na saúde humana, onde os seguros são cada vez mais vistos como ferramentas de planeamento e prevenção, e não apenas de resposta a situações críticas. “O seguro de saúde animal não é apenas uma proteção financeira. É uma forma de garantir continuidade de cuidado e tranquilidade às famílias, permitindo decisões mais informadas ao longo da vida do animal”, explica Bernardo Soares, médico veterinário e One Health Diretor da UPPartner. O PetPulse Insights aponta também para uma relação entre a existência de seguro e a adoção de comportamentos mais preventivos, como visitas regulares ao veterinário e maior acompanhamento ao longo das diferentes fases de vida do animal. Neste contexto, os seguros podem desempenhar um papel relevante na transição de um modelo de saúde predominantemente reativo para um modelo mais preventivo e sustentável. Para a UPPartner, estes resultados sublinham a importância de soluções mais claras, acessíveis e ajustadas às expectativas dos tutores, capazes de acompanhar a evolução da relação entre pessoas e animais. A integração com serviços digitais, a simplificação da informação e modelos mais flexíveis poderão ser determinantes para aproximar intenção e adesão. “Quando falamos de One Health, falamos de uma visão integrada da saúde humana e animal. O acesso aos cuidados de saúde do animal tem impacto direto no bem-estar emocional das pessoas e na estabilidade das famílias”, acrescenta Bernardo Soares. O estudo reforça que o futuro da saúde animal em Portugal passará por soluções que acompanhem a forma como as famílias se relacionam hoje com os seus animais, combinando prevenção, acessibilidade e confiança, num contexto em que o bem-estar animal e humano são cada vez mais indissociáveis.

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O Governo aprovou o Plano Regional de Ordenamento do Território do Norte (PROT Norte), que pretende promover transformações estruturais no território, reforçando a coesão e o desenvolvimento, revelou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Com isto, o Norte passa “a dispor de um quadro estratégico atualizado de ordenamento do território, alinhado com os desafios contemporâneos da sustentabilidade, da coesão territorial e da competitividade regional”, descreve a CCDR-Norte, em comunicado.

“O plano resulta de um processo aprofundado e amplamente participado, desenvolvido ao longo de três anos, e visa promover transformações estruturais no território, reforçando a prosperidade, a criação de riqueza e a qualidade de vida das populações”, acrescenta.

A aprovação em Conselho de Ministros constitui o último passo formal do processo, que “entra agora na fase de implementação”, observa.

Para a CCDR-N, o instrumento, que integrou uma comissão consultiva com 153 entidades, é “estratégico” e “fundamental para o desenvolvimento da região na próxima década”.

“O PROT Norte é um instrumento de gestão territorial que define uma Estratégia e um Modelo Territorial para a região, bem como um conjunto de Diretrizes e um Programa de Execução consubstanciado numa Agenda Transformadora”, descreve.

Por outro lado, “reforça a coesão e a cooperação entre os diversos territórios do Norte e assume-se como um suporte essencial à Estratégia de Desenvolvimento do Norte – NORTE 2030 –, no quadro do período de programação 2021–2027 das políticas da União Europeia”.

“Enquanto instrumento charneira dos instrumentos de gestão territorial, coloca o ordenamento do território ao serviço da coesão e do desenvolvimento regionais, valorizando as especificidades territoriais e contribuindo para o cumprimento das metas europeias e internacionais nas áreas da transição climática e ambiental, digital e tecnológica, bem como sociodemográfica”, sustenta.

A CCDR-N diz ainda estar em causa “uma oportunidade para integrar, à escala regional, múltiplas políticas setoriais e promover a prosperidade e o bem-estar das populações”.

Citada no comunicado, a vice-presidente da CCDR-N, Célia Ramos, considera a aprovação como “um passo determinante para um desenvolvimento territorial mais equilibrado, sustentável e competitivo”.

“É o resultado de um trabalho longo e participado, que envolveu os municípios, as comunidades e os principais agentes regionais. A sua aprovação permite agora avançar para uma fase decisiva de concretização, essencial para responder aos desafios do ordenamento do território e do desenvolvimento sustentável da região”, afirmou.

O plano esteve em consulta pública entre 22 de outubro e 03 de dezembro de 2024.

A sua elaboração foi acompanhada por uma Comissão Consultiva que integrou 153 entidades, envolvendo a Administração Central, as Entidades Intermunicipais, municípios, atores regionais e partes interessadas.

O processo contou ainda com o apoio de instituições académicas e científicas de referência, nomeadamente a Faculdade de Letras e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, o INESC TEC, a TecMinho da Universidade do Minho e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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